Qual a melhor coisa de viajar? Conhecer coisas novas e, claro, comidas novas! E não é só Paris que tem seus encantos, tá? Eu e Dalila cavucamos coisas mil em any road trip. Por exemplo, em Feira de Santana, somos fãs do pão de alho de uma deli no final da Avenida Getulio Vargas, de comer dirigindo, sim, porque não esperamos a BR324 acabar para devorá-los.
Quando minha m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a cliente Maria de las Mercedes, espanhola de fé, raiz e fogo nas ventas - que me prometeu o melhor callos fora da Espanha - disse me que teríamos uma audiência em Valença, numa sexta-feira, só pensei em uma coisa: frutos do mar, aí vou eu!
Me lembro que meu cumpadre Lucas me ligou um dia pra pedir indicação de um restaurante em Valença, e eu não conhecendo, liguei para meu irmão caxeiro viajante, Carlindo, e ele, na tampa: "Da Mara, sem erro, comida beleza, Fabi". Passei a indicação para Lucas e ali começaram as sessões de torturas, porque o danado - inda a Valença várias vezes - só me ligava para dizer "tô comendo moqueca de polvo"; "tô comendo mariscada" e sempre falando que o Da Mara era realmente mara... maravilhoso.
Eu, Mercedes e Zé, nosso motorista, chegamos as 15hs no lugar - simplérrimo - tremendo de fome, depois de nossa audiência.
Bom, vamos ao que interessa: o rango!!
1) Entradas
Casquinha de siri, beleza, todo mundo conhece. Casquinha de caranguejo, em Salvador, é igual a cabeça de bacalhau, todo mundo sabe que existe, mas ninguém nunca viu. E Casquinha de Polvo???? Gente!!! Pedimos uma de caraguejo e outra de polvo. A do crustáceo, quando eu comi, parecia que cantava para Dalila: "Chegou, chegou, tá na hora da alegria!"... era o Bozo em pessoa!!! Uma festa!! O que era aquilo??? Pedaços de carne de caranguejo, grelhados, com gostinho de grelha, sabem?? misturados em pedaços de tomate, cebola, temperos verdes, refogados juntos, no ponto! Com uma farofa r-e-c-h-e-a-d-a de cebolas douradas picadas por Jack, o estripador, e com um molho lambão daqueles!! Ai, a boca encheu d´água de novo.
E a de polvo?? PQP Futebol Clube!!!! o polvinho lindo, rosado, parecia saído de um SPA de amaciante de tão molinho que tava, nem um pouco chiclete, num refogadinho quentinho de temperos picados, cacetada! Delicioso. Nota 10, com estrelinha dourada!
2) Prato Principal
Lucas tinha falado tanto, de tantas moquecas, que acabamos pedindo Mariscada, na vã esperança de provar de tudo um pouco. Dalila, a esta altura, já estava imitando Mariene de Castro, cantando pros bichinhos "Diga a mãe que eu cheguei...". Uma senhora mariscada, que serve quatro pessoas tranquilamente, com peixe, ostra, sururu, siri catado, camarão, polvo, enfim, do mar só não tinha ouriço, petróleo e pedra, porque o resto tinha, e tava delicioso. E a alegria da pobre lombriga só aumentava! As guarniçoes de lá são de comer rezando pra não acabar: banana da terra cozida com temperos de moqueca e dendê - diferente e genial - um pirão traveco, que é pirão no nome, mas vatapá no sabor e a tal da farofinha de cebolas Jackianamente douradas e crocantinhas, naquela farinha da região de Nazaré, fininhaaaaaaaaaa. Nota 10 com louvor!
Afe, comi de lamber os beiços, guardar na quentinha e querer uma rede depois!!! E Mara, do alto da sua simpatia, só pedia desculpa por não ter sobremesa e pela reforma em um dos banheiros, oh, Mara, esquece... tomamos um cafézinho e seguimos viagem, eu e Mercedes, a esta altura, já pensávamos que mais uma audiência no processo, marcada para março, terá lá suas compensações. Dalila me fez prometer pedir a moqueca de pitú na próxima. E pensar que tem gente que não gosta do caminho da roça...
Em Valença, indo pra Morro, de passagem para Camamu, Itacaré, Ilheus, enfim, no baixo Sul, pare e coma no Restaurante Da Mara... vale cada centavo dos R$ 77 (para três) pagos.
Cheiro de dendê para todos...
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Dalila Bourdain em mais uma aventura.
Eu e Dalila somos fãs de Anthony Bourdain, aquele chefe-apresentador do Discovery Travel & Living. O cara adora fritura - especialmente coisas derivadas de porquinhos - cerveja (alcool de maneira em geral, mas especialmente as loiras), e comidas do tipo "entope veias". E o melhor de tudo, é m-a-g-e-r-r-í-m-o!!! Vai entender o mundo.
Enfim, Dalila por achar que descende diretamente do Bourdain, não pode ouvir falar em aventura, novidade e comida (não necessariamente nessa ordem) que já se ouriça e me obriga a levá-la para comer.
Assim, quando Lize, minha sobrinha mini me, falou que ia sair para comer um "Cremosinho", colocou Dalila em estado de alerta para saber do que se tratava tal especialidade.
Se como eu você achou que Cremosinho seria alguma versão hypada de mingau de aveia, ou um Açaí turbinado, tsc, tsc, tsc... se enganou, meu caro Watson. O dito prato é um dos carros chefes do Boteco da Graça, um barzinho, como diriam minhas amigas mineiras, "copo sujo", ali na subida da Faculdade de Direito da UFBA, na Graça.
Na última sexta-feira, fomos eu, DD. Marido, e os companheiros de PVEE (Partido da Viagem Econômica Européia, para aqueles que moram em marte ou novos leitores do Dicas): Fau e Marquinhoas; Déia e Fonsão. Sob a nobre desculpa de ajudarmos a companheira Andreia a relaxar para a prova da OAB, bebemos estupendas Devassas e Nobel geladas e conhecemos o dito boteco.
O lugar é de uma simplicidade tibetana, na verdade é uma sombra de árvore, do outro lado da rua, à beira de um barranco (aliás, sugiro sentar mais perto da rua, para os que costumam "carcar o dente", pois fica mais fácil estender a mão e chamar o taxi, e corre-se menos risco de, literalmente, descambar morro abaixo), sem qualquer confortozinho, a começar pelas famigeradas cadeirinhas de madeira de abrir e fechar... não duvide, sua bunda sairá de lá cantando: "vesti uma camisa listrada e saí por aí".
Bom, como tudo vale a pena, quando o estômago não é pequeno. Aguente firme na cadeirinha e peça o tal do Cremosinho. Gente, há muito, muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante, não comia um petisco de boteco tão gostoso! Trata-se de uma fusão do escondidinho com arrumadinho, ou seja, pedaçaos acebolados de fumeiro e carne do sol (pedimos a versão mista), com um vinagrete de tomate, cobertos por um purê de aimpim com requeijão cremoso, bem molinho - eis o porquê do nome - em uma travessa de fazer a inveja da mesa do lado. Como petisco, comem de 4 a 6 pessoas. Como prato, de 2 a 3. Delicioso. Adoramos!
Dalila, não satisfeita em provar a novidade, ficou doida quando leu "sarapatel" no menu. É claro que pedimos!! Eu e Flávia, que vinhamos da mini porção do Dona Mariquita, achamos o apoio de Andréia, e caímos, com pimenta e farinha, matando no bendito sarapa - que no Boteco ainda se apresenta nas versões carneiro e avestruz (não pedimos esse para não começar o ano enterrando a cabeça por aí, pé de pato, mangalô três vezes!). Muito bommmmmmmmmm.
Não satisfeitos em garantir as Sinvastatinas dos próximos anos - para limar o colesterol ali ingerido - Fau, grávidissima de Maria Eduarda, sentiu o cheiro de batatas fritas e lá fomos nós provar as do local, que foram aprovadas, pois clássico que é clássico vem quente, crocante por fora e molinha por dentro, e Dudinha não nasceria com cara de fritas por nossa causa, oras!.
Não satisfeitos em garantir as Sinvastatinas dos próximos anos - para limar o colesterol ali ingerido - Fau, grávidissima de Maria Eduarda, sentiu o cheiro de batatas fritas e lá fomos nós provar as do local, que foram aprovadas, pois clássico que é clássico vem quente, crocante por fora e molinha por dentro, e Dudinha não nasceria com cara de fritas por nossa causa, oras!.
O preço foi o melhor de tudo! Com bebidas (8 refris, 5 Devassas e umas 3 ou 4 Nobel) pagamos R$ 33,00 o casal!! Viva a economia! Nota 10,00 pra comida e localização (do lado de casa, pô!), 8 pro serviço (casa cheia, demorou um pouco, apesar da simpatia dos garçons); e 5 para as cadeirinhas cdf.
Dalila Bourdain saiu rindo de alegria que nem seu ascedente quando come uma carninha de porco....
E viva o Outback.
Toda vez que eu ia ao Outback olhava a foto dos hambugers no cardápio e queria pedir, mas a costelinha e os filés sempre ganhavam no jogo do quem enche mais minhas papilas gustativas de baba.
Porém, no domingão estava com vontade de comer sanduba, mas não qualquer sanduba, queria um de respeito, que desse moral, e não tivesse sabor de isopor temperado. Então, lá fomos ao Outback ver qual era de mesmo dos pães sarados de lá.
Para quem conhece o Joe & Leo´s do Rio, o estilo é aquele: uma ilha sandubão gigante, cercado de fritas por todos os lados. Um dia aquilo sonhou em ser lanche, mas cresceu demais e virou refeição. É enorme! Eu não aguentei comer tudo. E é, sim, delicioso, primeiro porque não é carne de hamburguer uniformizada, é temperada e varia de um tipo pro outro; segundo porque os molhos e ingredientes também variam, e dão um toque especial. Eu pedi o Flame burguer e DD. Marido pediu o The Outbacker. Completamente diferente o sabor. O meu, mais para carne de churrasco, com molhinho BBQ apimentado e cebolas; o de Gutão mais para cheeseburguer mesmo, mais tradicional, meio caseiro. Muito bons!! Para quem não admite pagar mais de 10 pila num pedaço de pão, caia fora. Cada um custa R$ 23 e fração. O lado econômico da coisa, foram os pedidos kids de D. Luiza e João Pedro, que comeram Chicken Fngers ao custo de R$ 15,00 cada, valendo cada centavo (pedaços deliciosos de peito de frango, Bourdaniamente empanados e crocantes, com molho de mostarda e mel, o de JP com fritas e o de Mammys com Golden Homemade Potatoes, para mim, a melhor batata da casa). JP ainda provou um milk shake de chocolate que estava lindo aos meus olhos, delicioso no desejo de Dalila, açucarado para minha mãe, e proibidos a minha promessa... é a vida, que se há de fazer? voltar lá quando pagar a promessa...risos.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Soterogourmetizando por aí...
Dalila está de mal comigo. Desde que fiz a promessa de só voltar a comer chocolate no aniversário de Nando (coisa de sete meses sem o petróleo do cacau), a lombriga está revoltada! Disse-me que não tem nada a ver com isso, que a caixa de Lindt na geladeira está sacaneando ela, enfim, está me azucrinando. Para piorar a situação, ela ouviu a minha conversa com Dr. Sérgio - fiel leitor, colega de trabalho e eventual fornecedor de alfajores - sobre a abertura de uma Abuela Goye no Salvador Shopping. A casa caiu.
Primeiro, porque, de fato, abriu uma filial da Abuela sim, ou seja, aqueles maravilhosos chocolates, geléias (experimente a de frutas silvestres) e alfajores de Bariloche vieram tentar nossos paladares, olfatos, bolsos e dietas... ai ai. Ao entrar na loja, quase tenho um piripaque.. se fossem os da Mamuschka acho que tinha saido correndo gritando por socorro. Quem nunca teve a oportunidade de conhecer Bariloche, vá. Seja pela neve, pela beleza do Nahuel Huapi, pela arquitetura, seja pelo chocolate. Quem já conhece, vá ao Salvador, compe umas caixinhas e coma por nós!!!!
Se fossem só os Chocolates da Abuela, beleza, mas hoje a lombriga descobriu que no primeiro andar do dito shopping abrirá a segunda filial da Amor aos Pedaços aqui (a primeira fica na Vila Laura e pouquissima gente sabe que existe). Golpe de misericórdia! A bicha endoidou e passou o dia a me pedir doceeeeeeeeeeeeeeeee, na verdade a me pedir chocolate da Abuela e o Pavê de Nozes da Amor aos Pedaços. Oh lombriga difícil, tcham!
Para amenizar a situação da bichinha, passei no McDonalds e comprei o novo sundae de banana camarelada. Afeeeeee, uma delícia. Comprei esperando uma montanha de açúcar e aquele gosto de banana industrializada, mas, gratissima surpresa, a combinação sorvete de baunilha, amendoim e calda de banana ficou sensacional para algo que custa R$ 3,00 e se compra no carro. Muito bom mesmo!
Dalila fez bico, mas desamuou o cara.. vai entender o que se passa na cabeça dessa lombriga...
Primeiro, porque, de fato, abriu uma filial da Abuela sim, ou seja, aqueles maravilhosos chocolates, geléias (experimente a de frutas silvestres) e alfajores de Bariloche vieram tentar nossos paladares, olfatos, bolsos e dietas... ai ai. Ao entrar na loja, quase tenho um piripaque.. se fossem os da Mamuschka acho que tinha saido correndo gritando por socorro. Quem nunca teve a oportunidade de conhecer Bariloche, vá. Seja pela neve, pela beleza do Nahuel Huapi, pela arquitetura, seja pelo chocolate. Quem já conhece, vá ao Salvador, compe umas caixinhas e coma por nós!!!!
Se fossem só os Chocolates da Abuela, beleza, mas hoje a lombriga descobriu que no primeiro andar do dito shopping abrirá a segunda filial da Amor aos Pedaços aqui (a primeira fica na Vila Laura e pouquissima gente sabe que existe). Golpe de misericórdia! A bicha endoidou e passou o dia a me pedir doceeeeeeeeeeeeeeeee, na verdade a me pedir chocolate da Abuela e o Pavê de Nozes da Amor aos Pedaços. Oh lombriga difícil, tcham!
Para amenizar a situação da bichinha, passei no McDonalds e comprei o novo sundae de banana camarelada. Afeeeeee, uma delícia. Comprei esperando uma montanha de açúcar e aquele gosto de banana industrializada, mas, gratissima surpresa, a combinação sorvete de baunilha, amendoim e calda de banana ficou sensacional para algo que custa R$ 3,00 e se compra no carro. Muito bom mesmo!
Dalila fez bico, mas desamuou o cara.. vai entender o que se passa na cabeça dessa lombriga...
Desagravo de um bolo ciumento.
Após a minha expressa declaração de amor ao pão, o bolo ficou revoltado! Achou injusto que ele, irmão do pão - ambos são filhos da Dona Farinha de Trigo - não tivesse o mesmo tratamento. Ele sempre foi ciumento. Em verdade, o bolo tem problemas de auto afirmação, especialmente quando põem sua masculinidade em questão. Quando é de chocolate, aimpim e milho, não tem dúvida, é cabra macho sim senhor. O problema começa quando dizem que ele é de baunilha, morango, maracujá, e banana.. tudo fruta. Aí o bicho pega. Para complicar, ele se ofende quando colocam qualquer recheiozinho, qualquer coberturinha, e chamam de torta! Mate o homem, mas não troque o nome! E ainda por cima torta, como se ele, bolo, fosse errado, defeituoso, e não é! Todos sabemos que ele, o bolo, é masculino. O problema de auto afirmação só passa quando vira o centro das atenções, ou seja, quando chamado em casamentos, aniversários, bodas, enfim, aí ele rouba a cena, porque todo mundo quer vê-lo, quer conhecê-lo, até foto querem tirar... é uma alma dificil, eu sei, mas sou fã do cara. Não saio de festa sem comê-lo.
O pior de tudo é que esse escarceu todo não tem razão de ser, porque o bolo sabe que passei toda a gravidez de Luís Fernando ao lado dele! Sempre! Ele e café, ele e café, não tinha para ninguém, eu, ele e café sempre saíamos juntos. Dona Luiza, tadinha, minha mãe, sofreu fazendo assadeiras e mais assadeiras do seu famoso bolo de goiabada com ameixa, só para eu tomar no famigerado café das 17h! Até apresentá-lo ao pessoal do escritório apresentei, levando um Tupperware cheio de fatias do famoso bolo de minha mãe.
Bolo, cara, te adoro também! Não seja assim tão ciumento, meu rei! A vida passa, o café passa, e o que sobra? migalhas, bolo.. não façamos do nosso relacionamento meras migalhas, mas sim fatias inteiras de felicidade! Gosto muitíssimo de ti, viu? não esqueça não. Deus é testemunha que às 17h só penso em você, seja na versão goiabada com ameixa de D. Luiza (receita abaixo, em sua homenagem!); seja o de laranja, da doceria Dona Xícara, na Afonso Celso; seja um pedaço do molhadinho de banana, do crocante tapioca ou molinho de aimpim, todos da DeliCia, na Graça. Fique assim não, Fabi e Dalila te amam.
BOLO DE GOIABADA COM AMEIXA DE DONA LUIZA
Ingredientes:
4 ovos
1 e 1/2 xícara de açúcar
3 xícaras de farinha de trigo com fermento
2 colheres (sopa) de manteiga
1 garrafa de leite de coco pequena ou 1 copo de leite
200g de ameixa seca e
200g de goiabada
Modo de fazer
Derreta a goiaba com meia xícara agua até a consistência de geléia, podendo ficar alguns pedacinhos inteiros. Reserve. Pegue a ameixa seca, sem caroço, e leve ao fogo com 1 xícara de água, deixando ferver para ficar no ponto de geléia. Reserve também, deixando ambos esfriarem.
Separe as gemas das claras. Bata as claras em ponto de neve e separe. Depois, bata as gemas com açúcar misturando bem. Junte a manteiga até obter um creme amarelo claro. Acrescente a farinha de trigo, o leite e por último as claras batidas em neve, misturando delicadamente. Incoporada as claras, é hora de misturar as geléias. Despeje a mistura em uma forma untada e polvilhada. Asse por uns 40 minutos em forno médio, pré aquecido, ou até que, espetando um palito, esse saia limpo.
O pior de tudo é que esse escarceu todo não tem razão de ser, porque o bolo sabe que passei toda a gravidez de Luís Fernando ao lado dele! Sempre! Ele e café, ele e café, não tinha para ninguém, eu, ele e café sempre saíamos juntos. Dona Luiza, tadinha, minha mãe, sofreu fazendo assadeiras e mais assadeiras do seu famoso bolo de goiabada com ameixa, só para eu tomar no famigerado café das 17h! Até apresentá-lo ao pessoal do escritório apresentei, levando um Tupperware cheio de fatias do famoso bolo de minha mãe.
Bolo, cara, te adoro também! Não seja assim tão ciumento, meu rei! A vida passa, o café passa, e o que sobra? migalhas, bolo.. não façamos do nosso relacionamento meras migalhas, mas sim fatias inteiras de felicidade! Gosto muitíssimo de ti, viu? não esqueça não. Deus é testemunha que às 17h só penso em você, seja na versão goiabada com ameixa de D. Luiza (receita abaixo, em sua homenagem!); seja o de laranja, da doceria Dona Xícara, na Afonso Celso; seja um pedaço do molhadinho de banana, do crocante tapioca ou molinho de aimpim, todos da DeliCia, na Graça. Fique assim não, Fabi e Dalila te amam.
BOLO DE GOIABADA COM AMEIXA DE DONA LUIZA
Ingredientes:
4 ovos
1 e 1/2 xícara de açúcar
3 xícaras de farinha de trigo com fermento
2 colheres (sopa) de manteiga
1 garrafa de leite de coco pequena ou 1 copo de leite
200g de ameixa seca e
200g de goiabada
Modo de fazer
Derreta a goiaba com meia xícara agua até a consistência de geléia, podendo ficar alguns pedacinhos inteiros. Reserve. Pegue a ameixa seca, sem caroço, e leve ao fogo com 1 xícara de água, deixando ferver para ficar no ponto de geléia. Reserve também, deixando ambos esfriarem.
Separe as gemas das claras. Bata as claras em ponto de neve e separe. Depois, bata as gemas com açúcar misturando bem. Junte a manteiga até obter um creme amarelo claro. Acrescente a farinha de trigo, o leite e por último as claras batidas em neve, misturando delicadamente. Incoporada as claras, é hora de misturar as geléias. Despeje a mistura em uma forma untada e polvilhada. Asse por uns 40 minutos em forno médio, pré aquecido, ou até que, espetando um palito, esse saia limpo.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
O pão meu de cada dia.
Não sei viver sem pão. Ponto final, fim da estória, the end, finito!
Descubri isso aos quatro anos de idade, quando meu pai - seu Costa também era viciado num pãozinho - dava a minha mãe, toda a tarde, um dinheirinho para comprar meu lanche. E lá íamos, D. Luiza e eu, à Portinha, onde, sentada no balcão, comia um pão delícia e um suquinho de maracujá (que ainda é meu suco favorito). Aliás, pão delícia, depois do acarajé, é a segunda maravilha baiana. E não tem jeito, ali começou o amor pelos pães.
Nem pense em me dizer que bolacha água e sal ou cream cracker dá no mesmo, é uma heresia! (além de um engodo calórico, eis que quatro magrelas e um cacetinho são as mesmissimas gramas na balança). Abro mão de tudo numa dieta, menos pão. Um integralzinho que seja tem de existir.
Oh gente, cá pra nós, tem coisa melhor que pãozinho francês, nosso cacetinho, quente com manteiga (sim, manteiga, Aviação, Presidént, Regina.. da boa! nem me fale em margarina) derretendo?
Já sei, já sei, tá de dieta?? Certo, certo, um integralzinho esquentado na torradeira com geléia diet.. ohhhhhhhhhhh delicia!
O pão, enfim, é o Antonio Bandeiras da mesa.. o George Clooney do café da manhã. Ele sempre vai lhe sorrir de canto de boca, lançar aquele olhar meio de lado, já saindo, indo embora, louco por você, e dizer: te quiero! Na verdade é o contrário, você é quem vai entender "me coma", mas é tudo sedução mesmo.
Viciada em pães, nas dietas, passava a ver o cacetinho quase como um drug dealer, meio sorumbático, como diria minha amiga Lú, e o olhar 43 tava mais para o de vendedor de cocaína falando: "quer curtir um barato não? Francês do bom, 50g, tou quentinho, e com manteiga, baby, você vai ao céu.."
Pior que a família toda do dito cujo é assim, sedutora, porque amido é uma miséria! Começa a dar barato já na boca! Então croissant, delícia, mineiro, brioche, de forma, fatia ou leite, de milho é tudo do mesmo saco da farinha de trigo!!
Depois de Paris, desisti de procurar croissants decentes na soterpólis, porque só tem dois que se salvam: por incrível que pareça o do McDonalds, no McCafé; e o do Fran´s.. e mesmo assim com ressalvas. Já os cacetinhos, na guerra do meu bairro (Perini x Deli&Cia), fico com a segunda, porém a megastore espanhola ganha no fatia e na ciabata. Os da categoria delícia são melhores na Pãozinho do Céu, especialmente o recheado com peito de perú (que a Belle´s também serve divinamente). Brioches, brioches mesmo, esqueça! Para enganar, DeliCia de novo. Forma: Wickbold e mineiro: só os da minha sogrona, que, snif, snif, eu tenho que racionar as porções do estoque do freezer.
Ai, ai, pão é pão, o resto é bolachinha...Pão, adoro você!
Descubri isso aos quatro anos de idade, quando meu pai - seu Costa também era viciado num pãozinho - dava a minha mãe, toda a tarde, um dinheirinho para comprar meu lanche. E lá íamos, D. Luiza e eu, à Portinha, onde, sentada no balcão, comia um pão delícia e um suquinho de maracujá (que ainda é meu suco favorito). Aliás, pão delícia, depois do acarajé, é a segunda maravilha baiana. E não tem jeito, ali começou o amor pelos pães.
Nem pense em me dizer que bolacha água e sal ou cream cracker dá no mesmo, é uma heresia! (além de um engodo calórico, eis que quatro magrelas e um cacetinho são as mesmissimas gramas na balança). Abro mão de tudo numa dieta, menos pão. Um integralzinho que seja tem de existir.
Oh gente, cá pra nós, tem coisa melhor que pãozinho francês, nosso cacetinho, quente com manteiga (sim, manteiga, Aviação, Presidént, Regina.. da boa! nem me fale em margarina) derretendo?
Já sei, já sei, tá de dieta?? Certo, certo, um integralzinho esquentado na torradeira com geléia diet.. ohhhhhhhhhhh delicia!
O pão, enfim, é o Antonio Bandeiras da mesa.. o George Clooney do café da manhã. Ele sempre vai lhe sorrir de canto de boca, lançar aquele olhar meio de lado, já saindo, indo embora, louco por você, e dizer: te quiero! Na verdade é o contrário, você é quem vai entender "me coma", mas é tudo sedução mesmo.
Viciada em pães, nas dietas, passava a ver o cacetinho quase como um drug dealer, meio sorumbático, como diria minha amiga Lú, e o olhar 43 tava mais para o de vendedor de cocaína falando: "quer curtir um barato não? Francês do bom, 50g, tou quentinho, e com manteiga, baby, você vai ao céu.."
Pior que a família toda do dito cujo é assim, sedutora, porque amido é uma miséria! Começa a dar barato já na boca! Então croissant, delícia, mineiro, brioche, de forma, fatia ou leite, de milho é tudo do mesmo saco da farinha de trigo!!
Depois de Paris, desisti de procurar croissants decentes na soterpólis, porque só tem dois que se salvam: por incrível que pareça o do McDonalds, no McCafé; e o do Fran´s.. e mesmo assim com ressalvas. Já os cacetinhos, na guerra do meu bairro (Perini x Deli&Cia), fico com a segunda, porém a megastore espanhola ganha no fatia e na ciabata. Os da categoria delícia são melhores na Pãozinho do Céu, especialmente o recheado com peito de perú (que a Belle´s também serve divinamente). Brioches, brioches mesmo, esqueça! Para enganar, DeliCia de novo. Forma: Wickbold e mineiro: só os da minha sogrona, que, snif, snif, eu tenho que racionar as porções do estoque do freezer.
Ai, ai, pão é pão, o resto é bolachinha...Pão, adoro você!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Sohozade e as mil e uma noites
Ok, Ok. Sou suspeita, suspeitissima, para falar do Soho, por conta da assessoria jurídica prestada, mas não resito. O Japa da Bahia Marina é meio Sherazade para mim, sabem? A cada novo almoço, jantar ou happy hour ele me conta uma história nova e eu sempre volto... bom, é melhor voltar que me matar, como fazia o rei biruta que a princesa levou no bico durante 1001 noites.
Era uma vez um dia 29/12.... eu e DD. Marido fomos comemorar os três anos de casamento onde, onde, onde? no sushi das árabias. E não é que ainda consigo me surpreender?! Dalila quando fala em Soho se veste até de gueixa só para comer um sashimizinho de agulhão, mas desta vez ela estava de odalisca, para ver o que o Sohozade iria nos dar. Assim, ao passar pela entrada, esfregamos a lâmpada mágica e pedimos para que o gênio Bartô mandasse algo divino para nossas papilinhas gustativas que, a esta altura, já o chamavam de habib...
Para lá das roskas de lichia e jabuticaba, depois de uns hot rolls, pikachus e soho makis, já na Bagdá do verso do cardápio, encontramos um filé thai que pqp....afeeeeeeee maria!
Se você não tem vocação para dragão, nem vá, mas se adora um ardozinho, se jogue! Pedaços de filé, com pimentão, tomatinhos cereja e abobrinhas, em um molho pega pra capar com leite de coco e pimenta de comer assoprando, quer dizer, rezando. Delicioso.
Os críticos mais severos sempre dizem que os japas no país são inventivos demais, misturam comidas asiáticas com brasileira, mas eu, confesso, só quero bom lugar, boa comida, e boa bebida.. e isso sobra no Soho... e não vejo problema em dar uma maçaricada num salmãozinho para aqueles que enguiam só de por o peixinho cru na boca. Nas 1001 noites Sherazade enrola o rei da Pérsia por tanto tempo para ao final lhe pedir que seja poupada, ou seja, liberdade conquistada pela criatividade.. Então, galera, deixem os japas brazucas criarem, então!
Não comi sobremesa, porque não cabia mais nem uma gota de sakê no estômago, quiçá de açúcar, mas recomendo a torta crocante, a búlgara (melhor de Salvador) ou mix de sobremesas Soho, para aqueles, que, como eu, têm vontade de descer todo o cardápio...
beijocas! Respondam a enquete!
Era uma vez um dia 29/12.... eu e DD. Marido fomos comemorar os três anos de casamento onde, onde, onde? no sushi das árabias. E não é que ainda consigo me surpreender?! Dalila quando fala em Soho se veste até de gueixa só para comer um sashimizinho de agulhão, mas desta vez ela estava de odalisca, para ver o que o Sohozade iria nos dar. Assim, ao passar pela entrada, esfregamos a lâmpada mágica e pedimos para que o gênio Bartô mandasse algo divino para nossas papilinhas gustativas que, a esta altura, já o chamavam de habib...
Para lá das roskas de lichia e jabuticaba, depois de uns hot rolls, pikachus e soho makis, já na Bagdá do verso do cardápio, encontramos um filé thai que pqp....afeeeeeeee maria!
Se você não tem vocação para dragão, nem vá, mas se adora um ardozinho, se jogue! Pedaços de filé, com pimentão, tomatinhos cereja e abobrinhas, em um molho pega pra capar com leite de coco e pimenta de comer assoprando, quer dizer, rezando. Delicioso.
Os críticos mais severos sempre dizem que os japas no país são inventivos demais, misturam comidas asiáticas com brasileira, mas eu, confesso, só quero bom lugar, boa comida, e boa bebida.. e isso sobra no Soho... e não vejo problema em dar uma maçaricada num salmãozinho para aqueles que enguiam só de por o peixinho cru na boca. Nas 1001 noites Sherazade enrola o rei da Pérsia por tanto tempo para ao final lhe pedir que seja poupada, ou seja, liberdade conquistada pela criatividade.. Então, galera, deixem os japas brazucas criarem, então!
Não comi sobremesa, porque não cabia mais nem uma gota de sakê no estômago, quiçá de açúcar, mas recomendo a torta crocante, a búlgara (melhor de Salvador) ou mix de sobremesas Soho, para aqueles, que, como eu, têm vontade de descer todo o cardápio...
beijocas! Respondam a enquete!
Dicas AB - Antes do Blog
Meus caros,
As dicas abaixo foram AB, ou seja, antes do blog. Logo, algum lugar pode ter mudado, fechado, virado locadora, abduzido, enfim, relevem, OK?
Beijos,
Fabi
As dicas abaixo foram AB, ou seja, antes do blog. Logo, algum lugar pode ter mudado, fechado, virado locadora, abduzido, enfim, relevem, OK?
Beijos,
Fabi
16/11/2009 - La Pasta Gialla
Oi Pessoal,
O Dicas hoje está bem Fabio Jr.: "senta aqui, não tenha tanta pressa, senta aqui..." Muitaaaaaaaa coisa para conversarmos. O e-mail é grande, divirtam-se!
LA PASTA GIALLA
Na última sexta-feira fomos, eu, Dalila, DD. Marido, sócios fundadores do PVEE (Partido da Viagem Economica Europeia), os companheiros Nívea, Joaquim, Afonso, Andreia, Flávia e Marquinhos, e, os candidatos à sócios: Priscila, Claudo, Cheila e Erik ao La Pasta Gialla, casa de Sergio Arno, que eu gastropaladarmente queria conhecer.
Mesa grande, conversa animada, votação do local para a próxima viagem (restaurante italiano, a Azzurra venceu, obviamente, batendo os outros destinos: EUA e Caribe), enfim, comer, beber, rir e jogar conversa fora, para completar a lista das melhores coisas da vida só cama.. no bom e no mau sentido...rsssssss.
Bom, vamos ao que interessa:
1) AMBIENTE - eu amei, primeiro porque sentei de frente para sobremesas!!! Quer coisa melhor que comer paquerando um chocolate, uma tortinha? Não tem! O lugar tem um salão interno, climatizado (não sentem embaixo do ar, é muito frio para quem fica na ponta), e uma varandinha charmosa. É bonito, tem uma coleção linda de garrafas de coca-cola, porém, as cadeiras não colaboram, fazem você ficar a noite inteira alternando a banda da bunda para não cansar.
NOTA - 7 (pelas cadeiras Kuduru e pelo ar condicionado)
2) SERVIÇO - Até a conta chegar, muito bom. Mesa grande, muitos pedidos, mas a atenção com os vinhos e a entrega dos pratos certinhos a cada um dos doze comensais valiam um 10! Porém, na hora do pagamento, o garçom ou o maitre coagiu DD. Marido a pagar os 10% integralmente, coisa que Guto até iria fazer, mas pela forma como foi tratado, acabou não fazendo e pagando só 5%.
NOTA - 6 pelo constrangimento.
3) COMIDA
Ai ai, por onde começo? Ser ou não ser eis a questão! Restaurantes italianos são filosofais! Seria o tomate o centro do mundo? A bruschetta sofre influência Darwiniana? Massa fresca ou seca? molho branco ou pomodoro? Carne ou pasta? É tudo tão dificil! Mas Fabi explica:
a) COUVERT - Obama ganhou o Nobel da paz, mas o meu voto era do pão com manteiga ou azeite, sim porque não existe coisa que apazigue mais uma fome pré cardapio que um bom, macio, quentinho e caseiro pão, melado com manteiga (de alho e ervas) ou azeite. Não existe! Faz judeus e palestinos serem amigos de infância. E um bom couvert é como um texto de Nostradamus, uma bola de cristal, nela Madame Dalila vê passado (fome), presente (couvert) e futuro(refeição) com uma precisão de acerto fenomenal. Aquela cestinha mágica de carboidratos veio com grissinis (eu amo aqueles palitos!!!) apimentados, crocantes, que faziam gangorra do paté para minha boca... da manteiga para minha boca.. delicioso! Além disso, ainda tinham pão de calabresa, torrada de alho e uma (acho eu) focaccia de tomate, com direito a vinagretinho de polvo, manteiguinha temperada, patezinho e azeitoninhas pretas. Como pode o ser vivo não comer pão? Não pode! Deveria ser garantia constitucional!
Comi tanto couvert que quase esqueci das bruschetas....
b) ENTRADAS - as bruschetinhas (não confundam Nabucodonosor com na bunda do senhor, hein?) são um dos carros chefes da casa, e meu cumpadre Afonso, lembrou-me do meu propósito ali, e lá fui eu, dando a volta na mesa, provar a bruscheta mista (tradicional, siri e carne seca). De comer rezando... A tradicional estava impecavelmente perfeita, pão bem torradinho, azeite e tomates molhados e não acidos, e queijoooo, queijooo derretendo. A de siri não me fez muita graça, parecia que Bob Esponja estava fazendo ponta no filme do He-Man, sabem? Nada a ver com o propósito italiano da coisa, é boa, mas estava deslocada no contexto tutto buona gente do pão. E a de carne seca foi uma gratissima surpresa. A carne, apesar de um tanto salgada, deitou em berço esplêndido no pão italiano, Dalila gostou bastante. Nota 9, pela intromissão do Bob Esponja na minha Tarantela.
c)PRATO PRINCIPAL - primeiramente Dalila e eu gostariamos de agradecer aos comensais que se fizeram presente, pelas inúmeras e variadas garfadas em seus pratos, pois a promiscuidade garfal admitida por vocês nos fizeram um bem danado. E é isso que importa: manter a cabeça aberta, a boca aberta, o estômago aberto a novas experiências, inclusive a de admitir que eu roube um naco do seu prato.
Bom, massa fresca é massa fresca, e Jaime Oliver já me convenceu disso toda vez que sova um raviolizinho como faz um sanduíche de sobronté-de-onté, o que, não é vero. Dá trabalho, se errar o ponto, lascou, já era a massa. Tem ciência e eu prestigio ela quando vejo no cardápio. Assim, pedi um ravioli de salmão com mascarpone (sou tarada por esse queijo, ele é Brad Pitt dos queijos, quando vejo no cardápio fico igual a groupie: Brad, Brad.. digo, Mascar, Pone, Mascar, Pone) e molho pomodoro ao basílico. Genteeeeee, divino. A massa derretia na boca, o salmãozinho desfiado ia se misturando com o mascarpone e passeava tranquilamente com Dalila, enquanto eu comia. E o molho? Nossa, o tomate foi Jackianamente estripado, cortado em pedaços minusculos, quase amassados, bemmmm vermelhos, sem acidez nenhuma e aquele toque do manjericão (basílico) que só dá o ar da graça e é um dos poucos verdinhos que amo, do alto da minha dieta loucabiótica.
Bom, como fomos de prato em prato, tenho de pontuar as delicias que provei: 1) cabrito assado por 6 horas ao molho de vinho (derramava na boca); 2) ravioli com polpetini do DD. Marido (macio e saboroso); 3) risoto de camarão, literalmente indefectível; 3) Cordeiro, muito bem feito, macio e temperado; 4) filé ao gorgozola, molinho que chegava a rasgar. Em suma, de tudo que comi, nada me desagradou, mas meu prato estava muitooooooo bom.
d) SOBREMESA - essa promessa de não comer chocolate está me matando! e não me digam que existem sobremesas sem chocolate, porque eu sei que existem, mas não se comparam ao ouro negro. Não me venham com tortas de limão, primeiro porquer quem é o limão? Limão é um invejoso, um sem graça, que por não ser doce como a laranja, nem exótico como o maracujá, se entregou às bebidas, mergulhando fundo nos drinks e cocas-cola, e fica amargo quando não é logo consumido. É a cara dele: ácido! Nem com muito açúcar deixa de ser azedo, coalha até leite. Enfim, torta de limão não é brownie, não é petit gateou. E onde eu estava com a cabeça? Pedi torta de coco? Deve ter sido influência do Bob Esponja invasor da bruschetta, óbvio que não ia dar certo, não tinha esquindin de iôiô de cocada alguma que saciasse a minha vontade de dar uma garfadinha no brownie de Flávia.. ai meu Deus, que vida dura essa a minha. Sou obrigada a reconhecer que o petit gateou de doce de leite que Nive e Juca pediram estava muito bem feito e no ponto, mas minha torta de coco, apesar de estar bem feita e gostosa para qualquer paladar normal, para a minha abstinência de chocolate não dava nem pro gasto.. é a vida, que se há de fazer? comer uma caixa de Lindt ou Godiva quando pagar a promessa...rs.
NOTA 9,5 - para a comida. 0,5 pelo siri na bruscheta...
3) PREÇO - antes que eu esqueça e Flávia me cobre, com duas garrafas de vinho chilenos e demais bebidas, deu R$ 70 por cabeça. Vale a pena, eu recomendo.
bjos,
Fabi
PS - Domingo fomos ao Acqua, na Bahia Marina, mas acho que todos conhecem. O wrap de camarão e o crepe de abacaxi com peito de perú estavam deliciosos.. adoro a vista e o lugar.
PS2 - Não tive tempo de escrever sobre o Dona Mariquita. Gostei muito da feijoada de frutos do mar e do mariene no coco. O sarapatel não sei o gosto, mas achei muito pequeno (tanto que não tive coragem de beliscar), a frigideira de siri também estava deliciosa, e a sobremesa de banana com queijo maravilhosa. Vale a pena conhecer.
19/11/2009 - Taboada
Oi Pessoal!!!!
Estou tão eufórica pelo final de semana gastronomico-comemorativo- engordation-plus-blaster- tabajara, que nem sei por onde começo!
Não, eu não voltei a comer chocolate... snif.. snif.. mas a vida tem lá suas compensações.
A primeira delas, nada como ter uma sobrinha influente-importante-cheia de cortesias!!! Final de semana em um resort (digo o milagre, mas não posso dar o nome do santo), daqueles all inclusive. Diga-se que esses lugares deveriam ser chamados de SPA de engorda, ou ter incluído um vasto suprimento de digestivos do tipo engov, sal de Andrews e magnésia bisurada, porque vá comer e beber lá na casa do 0800! Minha cabeça (e bolso) de pobre não consegue entender como rico pode ter depressão. Quero ficar rica só para ver se descubro.. enfim, comemos de lavar a jega, como se diz aqui na terrinha.
Mas vamos ao que interessa. Fomos no TABOADA!! O bistrô francês que falei no último e-mail-texto-crônica-sei-lá-o- quê. Eu, DD. Marido, Dalila e um grande casal de amigos (que nos fez a imensa e grata surpresa de nos convidar para padrinhos de casamento deles - Dalila vai de Dama de Estômago, claro), David e Angela.
Eu dei três opções ao meu amigo australiano, e ele escolheu o bistrozinho, iupieeeeeeeeeeeeeeee, sorte a nossa, porque queria muito conhecer os toldozinhos vermelhos. Vamos aos comentários:
1) Ambiente:
Aconcheganterrimo, com luz indireta, velas, cadeiras confortáveis, toalhas brancas (adoro!), reproduções (ou verdadeiras, não sei) das obras de Carybé, fotos antigas do Rio Vermelho, enfim, tão romântico que até Dalila suspirava. A casa é a antiga residência dos Taboada, é do inicio do século XIX, com piso em madeira, bem em frente à piscina da academia Villa Forma (tão me dando motivo pra voltar a malhar ali!). Nota 10
2) Serviço:
Muito bom!! Especialmente o de manobrista, pois depois de pagar a conta, o carro já nos esperava! Garçons atenciosos e, como sempre, o olho do dono, que estava fiscalizando tudoooooooo. Nota 9,8 (um dos garçons trocou meu prato com o de Guto na hora de servir).
3) A COMIDAAAAAAAAAAAAAAA
Gente, por onde começo? Nota da escritora: estava m-o-r-r-e-n-d-o de fome! Tava só com o almocinho do Neide´s (babá de Nando) no estômago! Mas, porém, contudo, todavia, nem digam que a fome temperou os pratos!!! Primeiro porque comi um couvertzinho de pães caseiros, torradas e patezinhos cremosinhos de azeitonas (deretia na boca); salmão e outro que estavam divinos e ajudou para que a garrafa do vinho não me derrubasse de cara.
Comida francesa, restaurante francês, agimos como franceses: entrada, prato principal e sobremesa, oui mercier!!!!
A minha entrada: foie de canard, ou seja, fígado de pato. Pode parar! Nem façam essa cara, não torçam o nariz! Ei, psiu, carinha de nojo pra comer abará, passarinha, sarapatel e maniçoba vocês não têm, então? Nem vem! UMA DELICIA! Pena que não era foie gras, que amooooooooooo, mas que entradinha maravilhosa, uma consistência de terrine, macia, derretendo na boca, frio, com pãozinho, ave, literalmente, ave! Daliva já cantava La vie en rose...
DD. Marido pediu uma bruschetta. Enorme, diga-se de passagem, que estava deliciosa também! mas meu foie de canard estava insuperável!
De prato principal pedi um risoto de camarão (sim, eu sou viciada no crustáceo. Sim, eu sou pobre, e quando saio quero comer camarão, lagosta e caviar, oras! Tô pagando!) Genteeeeeeeeeeeeee, delicia! molhadíssimo, muito bem recheado de camarões, com um molho de tomate fantastic! E como sou futuca-prato-educadinha, DD. Marido foi de risto de filé (divinamente delicioso) e, Angela, tadinha, que não é de comer muito, nos ofertou parte do seu canard, digo, pato, que cá pra nós, estava macio, suculento e com um molho de jabuticaba que pqp... eu devia ouvir mais Dalila: "começou no pato, termina no pato" ela dizia, mas não, eu não ouvi! Ela ficou o resto da noite "eu te dissse, eu te disse", mesmo com a maravilha de risoto que comi.. fazer o quê? Terapia! Já disse a ela.. precisamos nos entender melhor, discutir a relação, lombriga também tem sexto sentido.
Para finalizar, fechamos com um auntetico crepe suzette que veio em uma excelente calda de laranja bem tirada, com o toque discreto do licor de laranja, mas, que, infelizmente, tinha uma massa não muito saborosa. Na verdade, é que no dia dos namorados comemos um no Chez Bernard, e marcou.... amor à primeira mordida, sabem? Não deu para trair com o Taboada.
Nota 9,0, pelo crepe suzete.
É isso, gente! noite perfeita, companhia perfeita, a-m-a-m-o-s! Manoel Carlos e Caras é que têm razão: essa vida é festa, sorriso no rosto e vamos em frente!!!... Próxima parada: La Pasta Gialla (mas só depois da minha cirurgia na próxima sexta. Não, não vou extrair Dalila, nem fazer bariátrica - não posso! não sobrará estômago pra provar tudo isso! - só vão pegar a banda de rock: A Vesícula e Suas Pedras que tenho na barriga).
Um cheiro!
Fabi
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