terça-feira, 7 de junho de 2011

MEA CULPA MEA MAXIMA CULPA

Não sei se meus leitores me perdoarão, mas tinha de pedir aqui PUBLICAMENTE desculpas pela ausência de postagens no blog.
Vários problemas pessoais (filhão precisando da mamãe aqui); profissionais (meu escritório de advocacia precisa fazer dinheiro, né gente? afinal eu sou meu sponsor nas investidas gastronomicas) e de saúde (dietas para controlar açúcar e diminuir o peso foram - e são - necessárias) interferiram na vida de blogueira.
Sei que parece desculpa esfarrapada, mas não é. Até Dalila, fiel lombriga escudeira chegou a pedir o divórcio, mas voltamos às boas após algum charme inicial da verminosa.
Ontem, após receber um "você é uma mãe excelente, Fabi" do pediatra de Nando, um prece da minha mãe: "isso tudo vai passar"; um "eu te amo" do maridão, e uma promessa de conhecer o MAGO-DEUS das panelas ALEX ATALA ("quando você estiver em São Paulo me fale", de um familiar dele), tinha por obrigação de retormar as palavras, o blog, enfim. Vamos segundo, vida!
Estamos voltando à ativa!!
Beijos!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Na sussa do Sussa

No meio do turbilhão das mudanças de vida, nada como uma saidinha à dois, DD. Marido e eu.. quer dizer, no meu caso, há sempre a minha simbiótica Dalila à tiracolo, quer à enterogastrocolo, mas tudo bem.
Carboidrato e alcool etilico animam até defunto, não é gente? Afee, se tiver chocolate ao final, então, iupieeeee!! Viva a serotonina...Então, Guto, para me animar, após os decisivos dias na questão profissão, me levou ao Sussa, uma forneria nova, que abriu ali do lado do Pereira, na Barra.
Adorei o lugar.
De frente pro mar, envidraçado, com uma imensa reprodução do mar da Barra e sua balaustrada na parede, excelente atendimento, enfim, bacanérrimo, descoladérrimo, tudo érrimo.
Forneria é uma coisa sensacional, a idéia de forno, quentinho, assadinho, crocantinho, recheadinho, já dá um aconchego na gente.. Dalila chega a fazer meu duodeno de cachecol...
Para começar, o chopp Brahma estava bem tirado e o couvert tinha a-haaaaaaa: grissinis!! que amooooo!...rsss Então, o começo dos trabalhos comensais foi fantástico! Aquelas varinhas de pão são de Hograwts, sabem? Fazem mágica igual a Harry Potter,  afeeeeee delicia! passadinha em algum patezinho....hummmmmmmmmmmmm. Além das varinhas de condão, digo, dos grissinis, olha o que vem no couvert
simmmmmmmmmmmmmmm, pão de calabresa!! hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmm valeu cada dentada.
Depois de devorar o couvert, abri o cardápio e Dalila, valendo-se, com certeza dos poderes mágicos das varinhas de condão dos grissinis, fez saltar das letras "Bruscheta de gorgonzola com mel"... e lá fomos nós provar. Muitooooo boa (pedia mais mel, é verdade), mas o pão veio no ponto (ou seja, tostado, torrado, quente, mas macio), com generosa camada de gorgonzola, e mel..............matador, sal e açucar... delícia.
A casa tem várias opções (tenho de voltar para provar o filé apimentado que me deixou com muitas dúvidas antes de pedir o principal), mas como estavamos numa forneria, vamos ver o que sai da boca do forno, seu lobo!
Pedimos uma pizza metade de camarão (com mais gorgozola) e a da casa, com queijo argentino ou espanhol que não me lembro o nome agora. Ambas deliciosas, massa fina, crocante, muitooooo boas.
Todo restaurante deveria ser proibido de ter cardápio sem foto de cada pedido... Se você, caro leitor, visse, ou melhor, lesse "trio de brigadeiro" iria imaginar algo diferente de três porções, ou pelo menos três unidades, de lindas bolinhas de brigadeiro? Nem eu! Nem Dalila! Dá para imaginar nossa decepção quando chegaram à mesa três potinhos de patê com leite condensado, crús, um sem nada, e dois misturados a dois tipos de chocolate em pó diferente? Não né? Mas foi isso que apareceu na mesa.. quase mato o garçom, queria melar os dentes na massa do brigadeiro, sentir aquele grude na boca derretendo, não tomar leite condensado de colher... a maior decepção açucareira da história de Dalila...
Mas, cá para nós, tirando a sobremesa enganosa, o lugar vale a ida, viu? Nota 8,5 pelo lugar, couvert, pizza e bruscheta.. ah, não seriam três brigadeiros a me tirar do sério...rssss
Beijos!

De volta à ativa!

Genteeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee,

Primeira coisa: mil desculpas!!!! Estou saindo de uma big life change, saí do escritório que foi minha casa por seis anos, de uma parceria de mais de onze anos com meu antigo chefe, para ser sócia de uma nova casa, com dois grandes amigos, com direito à reforma de sala, estresse com pedreiro, pintor, e afins, isso sem falar em duas crises brabas de coluna, uma virose do filho, e, ainda um susto do maridão.
Ufa! Reforma acabando, coluna querendo ficar boa, vamos seguindo.
Estou viva! Dalila também! E não esquecemos de vocês!!! Apesar desse corre corre, guardamos algumas coisinhas lindas de comer para trazer para vocês.
Beijos e boa gastroleitura!

domingo, 4 de julho de 2010

Muito prazer. Sou a torradinha de cebola.

Olá. Me chamo Torradinha de Cebola.
Conheço Fabi há uns 7 anos mais ou menos, quando ela, e mais quatro esfomeadas amigas, chegaram à casa de Ju Curi, em Sampa, e antes de um verdadeiro puttanesca, fomos apresentadas e eu, por ter conquistado Dalila imediatamente, dei o primeiro passo nessa amizade.
Fabi, vocês sabem como é, né? Espelho sem aço, diz logo a que veio, ame-a ou deixe-a, sempre cercada de gente por todos os lados. A gente é muito parecida, sou de cebola, tempero forte, ou me amam, ou me odeiam, só sirvo quente ou fria, morna não, ando sempre cercada de outros pratos e sobremesas!
Por sermos tão parecidas, eu vim aqui defendê-la. Todo mundo diz que minha receita é muito dificil, que Fabi esconde o jogo, etc, e tal. Não é verdade. Anotem tudo aí.
Para me ter assim douradinha por cima, crocrantinha por baixo, peguem uma boa baguete ou um bom pão francês, e fatiem, não muito grosso. Reserve. Ralem uma cebola média no ralo grosso, espremam para tirar a água da cebola, e misturem com 1 frasco pequeno de boa maionese, mais 100g de queijo parmesão ralado (quanto melhor o queijo, melhor eu fico).
Não economizem na passagem da pasta, OK? Em cada fatia do pão, uma boa e generosa camada da mistura é obrigatória!! Levem ao forno, médio, para assar até que fiquem douradas em cima. Não tem erro. Fico assim:


Agora vão testar a receita! E parem de dizer que ninguém acerta o ponto, tenho certeza de que até o mais novo leitor da Fabi, Prof. Malfati vai conseguir e ampliar o cardápio para além do nissin lamen que ele faz.
Prazer, viu gente!

Torradinha de Cebola.

Maridon quer cervejon

DD. Marido fez aniversário em maio último. E como ele adora cerveja, decidimos ir conhecer o Munik Bar e Boteco, na Pituba, para que ele se divertisse com as loiras alemãs, holandesas e afins.
Na entrada, fomos surpreendidos por uma fichação de rasgar o Código de Defesa do Consumidor, porque duas nada simpáticas recepcionistas - que perguntaram a Erik se seu nome era com H ou não e ele já se adiantou soletrando o Lingerfelt do sobrenome - lhe exigem até o fator RH, sob a pífia a alegação de que alguém poderia sair sem pagar e eles teriam o "contato" (leia-se, celular) do pendurador....eu ri, e muito, mas dei meu nome e celular verdadeiros, pedi mesa para 10 pessoas e fiquei "na lista" de espera, que deve ser espera para a próxima década, pois passamos a noite nos banquinhos e mesinhas altas do bar, digo, meninas sentadas e meninos de pé, ante a falta de espaço, com direito só ao cheiro de fritura que vinha da cozinha.
Depois de tentar nos acomodar no local destinado à espera (de onde só saímos para ir embora), pedi o cardápio e me senti a própria Mr. Magoo. Não enxergava, nem tampouco lia, n-a-d-a. O papel preto, com letras minusculas em vermelho e branco não deixam você compreender nada. Aniversário é aniversário, então, vamos celebrar.
Com a ajuda de Rose, simpaticissima garçonete, fomos experimentando várias cervejinhas bacanas
bem tiradas, bem servidas, com copos próprios e que, com precisoso auxílio oculístico-gustativo de Marcos Carneiro, fomos descobrindo os sabores de cada uma delas, inclusive os residuais, como o de caramelo, que só confirmamos quando conseguimos ler a descrição da breja no cardápio. Nota 9,00 (Guto pediu umas duas marcas que não tinha na casa, inclusive a afamada Pilsner Urquel, se é que é assim que se escreve).


A esta altura, Dalila já meio alta de tanta cerveja, começou a pedir comida, e Mr. Magoo aqui só conseguiu ler duas coisas interessantíssimas no cardápio: mini hamburguer e mini batatas especiais. D-e-l-i-c-i-o-s-a-s! O mini hamburguer é divino. Carne temperada, macia, alta, em pãozinho macio com catchup. Coloquei uma

pimentinha e lá fomos nós! A porção é generosa e não é cara, nota 10! As batatas são cortadas pela metade, têm o miolo recheado com frango e queijo, e possuem uma crosta crocante empanada em corn flakes e frita!! Afeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! Não tirei foto, porque não deu tempo! Comendo, provando, gostando e lá se foram as batatinhas!
Cheguei a pedir, ainda, mini alguma coisa com fumeiro, mas a super vó Luiza ligou avisando que pequeno Nando chorava e eu tive de deixar as brejas, as comidinhas, os amigos e amigas especialíssimos que compareceram, para vir acudir o filhão.

O bar agradou (nota 4 para as recepcionistas e 7 pro serviço - lento, às vezes), comida legal, preço justo, ambiente moderninho (apesar de ficarmos confinados na espera do bar, as mesinhas são agradáveis e há área climatizada) tanto que a despedida de solteiro de David, grande amigo, começou lá no Munik (nem queira saber mais que isso, afeeee! Melhor eu nem pensar!....rssss).
Fica a dica, maridon quiser cervejon von comer nu barrr de Pituba, amico!
Beijão!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Balzacas do Barulho ou Noite das Meninas.

Como toda mulher Bombril (mil e uma utilidades) deste milênio, esta blogueira que vos escreve se deu um dia de alforria da rotina: profissional liberal-esposa-mãe-e pau para toda obra, para, em arroubo digno de Isaura, ir conhecer a MME. Champanharia.

Obviamente que escravo quando foge, não vai sozinho, né? É claro que a alforria levou parte do Quilombo da UCSal 98.1, isto é, fiéis amigas de faculdade, que foram conferir, in loco, os prazeres de uma saidinha sem compromisso com horário, com o bebê, com o marido, com o relógio, ou seja, com ninguém!.

Em Salvador, acabamos descobrindo lugares novos em meio ao chaótico trânsito desta província, que me criou inúmeros passatempos, como ler o nome das ruas, os outdoors novos, e, claro, identificar restaurantes e barzinhos novos pela cidade.

Assim foi que descobri a MME. Champanharia, aberta há pouco tempo, ali no Red River, quase em frente ao Twist Pub e a Maranello pizzaria, ou seja, naquela ruazinha que na rush hour não passa nada, nem pensamento.

Sou louca por espumante. É geladinho, faz cosquinha no nariz, é um tanto quanto adocicado, glamuroso, e combina com praticamente tudo que pode sair de uma cozinha. Dalila, quando descobriu a casa e identificou o potencial etílico gourmet da coisa, passou a cantar La Vie en Rose toda vez que passávamos no Rio Vermelho. E nada melhor para celebrar uma alforria, de agendas e compromissos, de cinco Balzacas do Barulho que uma boa champa!

A casa é um sobradinho no bairro mais boêmio da cidade, com uma decoração meio noir, meio retrô, mas diferentinha, com lustres feitos de garrafas de champa, coloridos sofás e cadeiras, e bancos longos de madeira, no térreo. E no mezanino, mais algumas mesinhas igualmente fashion-descoladas-coloridas.  

A carta dos espumantes é muitoooooooo bacana, indo do nacional à legítima Veuve Cliquot. A maioria dos rótulos tem opção em taça e os preços das garrafas não são absurdamente mais caros que em uma boa deli. Como eu e Nina chegamos cedo, batemos o olho logo na garrafa do Rosé Glamour, um espumante italiano maravilhoso, a R$ 65,00! Esse espumante é da região de Treviso, famosíssima pelas suas cavas. Mas como tínhamos de esperar as demais Isauras, ficamos nas taças de Chandon Passion, igualmente rose, e só um pouco menos delicioso...

Algumas bolinhas de champa coçando o nariz depois, eis que entram Fau, Lú e Mile, encharcadas da chuva que caía, e animadíssimas com a reunião do Quilombo, digo, das amigas, que há muito não se juntavam para papear fiadamente, ao longo de tantos mililitros de álcool.

Turma reunida, mais uma rodada de taças de Chandon, pedimos umas torradas meio bruschettas com queijo manchego, que fez Dalila tocar castanholas ao ler o cardápio, mas que deu um olé na minha amada lombriga, pois o queijinho espanhol tão delicioso ficou meio insosso no molho que cobria o pãozinho.. meio frustrante, más que se hay de hacer? BEBER!!!

Num abrir de rolhas, esquecemos o queijo manchego, pois a Rosé Glamour tilintando nas taças começou – literalmente – a deixar a noite ébria o suficiente para rirmos, abrirmos os corações e compartilhar todas – eu digo todas – as experiências possíveis e imagináveis de uma mulher.... Se as rolhas falassem....


Acompanhando a bebedeira alforrística, pedimos mini sanduíches de salmão defumado que vieram a contento: pão macio, fatia generosa de salmão, cream cheese na medida certa, molho tarê e de ervas (esse último não combinou muito com o peixinho não, dois sabores fortes, mas o primeiro ficou legal). Para forrar a casinha de Dalila prestou bem, mas ela não se contentaria com tão pouco.

Então, depois dos sanduichinhos, um prato que parecia um sonho: filé em cama de shitake e shimeji. D-e-l-i-c-i-o-s-o. Dalila trocou as castanholas do manchego por uma harpa e pôs peruca de anjinho. Iscas grandes de filé, macias e suculentas, com toque de pimenta verde, em cima de cogumelos salteados em azeite, com a salmoura da carne tão entrosados, mas tão entrosados, que você não sabia quem era querubim e quem era cupido. Afe! Nota 10 pro prato.

Poc! Stampido de nova rolha de Rosé melhor amiga Glamour. Obaaaaaaaaa!!! Conversa mole, conversa fiada, somos nós as bambas dessa parada, já diziam Os Sungas (Mile, pra você!) Champa para dentro, meninas, hoje a gente pode!!!

Dalila só pedindo mais comidinhas!!! Que tal um carré de cordeiro? “Ah, Fabi, pede aí você” Esse povo é doido, me entregam os estômagos. E não é que dão sorte? O que foi aquilo? Magníficos carrés de cordeiros, macios, tenros, derretendo na boca, soltando aquele caldinho temperado de carne bem feita, daqueles que a gente pega o carré e passa no prato ,só pra ver se gruda mais molho... da próxima vez que eu vir um cordeirinho, acho que vou enxergar igual ao leão do desenho Madagascar: só vou ver um carré com pernas. A batatinha que os acompanhava é que foi pouca, porém igualmente maravilhosa!

Se o assunto do papo é.. hum hum, picante, vamos de ménage a trois, um prato de três sugestões do chefe que, para a minha pudica lombriga, só empolgou a torrada de polvo e gorgonzola (que ninguém na mesa queria pedir, mas todo mundo comeu e adorou, e, eu, obviamente, nada disse kkkkkkkkkkkkkkkkkkk). O parma com o camarão não estava muito legal (esperava ou o parma ou o camarão mais firme, mas ambos estavam em tartar, ou seja, crús, e não me empolgou muito), e o terceiro, confesso, não lembro se era ceviche ou o quê.....rssssss. Melhor pedir o polvo com gorgonzola sozinho.

Caro? É. Já viu coisa boa ser barata? Só acarajé e olhe lá! Conta deu cem pila por cabeça (mas lembrem-se que bebemos garrafas de espumante, e provamos muita coisa do cardápio). Serviço? Muito bom, especialmente quando se tem manobrista, se entra molhada no restaurante, se derruba coca cola (para curar a bebedeira), e se quebra uma flutê....rssss. Comida boa? Excelente. Só o filé e o carré valem a ida. É para mulher? É e não é. Apesar de meio clube da Luluzinha, com namorado/marido/ficante é um senhor lugar para animar a vida a dois.

Vale a pena? Vale cada centavo, porque cada sorriso, cada idéia trocada, cada sacanagem falada, cada confissão feita é o que faz valer a pena todas as amizades cultivadas nessa vida. Isauras, digo, meninas, a-m-o vocês! Dia 11 vem aí! Pacto de rolha, hein?? rssssss

Beijos!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A cabeça da cozinha.

Se o fogão é o coração, a geladeira, não tenho mais dúvidas, é a cabeça. É o cérebro eletrônico, frio e gelado, que orquestra cada almoço, jantar, café e sobronté de onté.
Minha frost free quebrou (nunca mais compro geladeira da Bosch) no domingo retrasado, e lá se vão quase duas semanas de liga para cá, tenta consertar de lá, compra peça, peça não chega, briga com o marido (que se encarregou de resolver), para ao final comprar outra nova ontem.
E não dá para viver sem. Não tem como. Água gelada, graças a Deus, não ficamos sem, pois temos um daqueles filtros que só faltam falar, mas e como fica o Danoninho de Nando? E aquele restinho de strogonoff do almoço que cairia muito bem no pão à noite? Onde guardar o pedaço de torta de chocolate? E a mousse de maracujá, que só presta gelada e firme? Não tem onde. Sem cérebro o corpo para. Sem geladeira, a cozinha não existe.
Não sei se é pior ficar sem meus matinais ou sem ter onde me inspirar e desabafar, sim, porque quantas vezes a gente não abre a geladeira e fica olhando para dentro, pensando no que comer, no meio do dia ou da noite, numa crise de criatividade, ou simplesmente durante o jogo de futebol? Inúmeras!!!! Cérebro que se preze é mentor de inúmeras idéias fantásticas! E a minha geladeira não poderia ser diferente!!! Dali não sai só alimento para o corpo, mas para alma também!!! Quem nunca se encheu de amor ao ver aquele pudinzinho de leite moça perfeito olhando para você? Quem nunca se alegrou ao lembrar daquele doce de festa roubado e esquecido há dois dias lá no frio da porta, escondido no meio dos ovos para ninguém mais ver? Quem nunca ficou feliz ao pegar o último queijinho ou último iogurte antes do outro? Ora, atirem o primeiro brocolis cru quem nunca pensou assim.
Meu cérebro novo chega amanhã, graças a Santa Insinuante e ao São Visa, e com fé em Santa Dalila, a pasta ao camarão e gorgonzola do Dia das Mães sairá!!!!
Cheiros.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O Porquinho de Ramos

Eu sei, eu sei, se a Semana Santa se foi há tempos, imagine o Domingo de Ramos. Mas comida para mim é sagrada, e não poderia ter outro título esse texto.
Sexta feira passada, voltamos, eu, DD. Marido e Dalila, inseparável lombriga, ao Casa Lisboa, uma casa portuguesa com certeza, a convite do casal cliente-amigo-paciente, literalmente, Paulo e Graça Paternostro.
Depois de um sem números de marca-desmarca, por conta dessa louca vida, finalmente conseguimos sair com nossos amigos para degustar tcham-nam-nam??? UM PORQUINHO!!! Meu sogro vai me matar quando ler isso e descobrir que fui provar o leitão das gordurinhas de ouro sem levá-lo. Sorry!
Lembram-se da primeira ida à Casa Lisboa? Eu grávida, Dalila e Nando brigando na barriga, e o leitãozinho de encomenda? Pois é, foi esse porquinho que fomos, yummmmmmmmi, degustar.
Se você é vegeteba, está dieta, é do Greenpeace ou coisa que o valha, nem continue a ler. Cenas fortes serão descritas a seguir. Porém se você se acha um Anthony Bourdain dos trópicos, siga-me.
Chegamos à Casa Lisboa – como sempre impecável, do manobrista aos garçons – encontramos com o casal Paternostro e ainda tivemos a agradabilíssima companhia de Genival, primo de Paulo, e Da Ajuda, sua encantadora esposa, que entraram de companheiros de mesa, mas saíram devedores: me devem uma costela no bafo, um cozido e uma fatada! Tadinhos! Que prejuízo!
Lugar excelente, companhia 100%, vamos à COMIDA! Que é o que nos interessa.
Dalila, ficou toda ouriçada com várias inovações no cardápio (vou ter de voltar lá), especialmente com a descrição de um prato de sardinhas portuguesas, assadas com sal e acompanhadas de batatas e azeite, à moda do Douro ou Alentejo, salvo engano. Deu chuveiro na boca!!! E já seduzidas pela descrição da sardinha, começamos os trabalhos pela maravilhosa entrada de sardinha com Parma e molho de tomate no pão. Continua indefectível! O Parma assa, fica crocante por fora, abraça a sardinha num “vem neném” que misturado ao molho de tomate derretendo na boca faz valer cada garfada. Eh, lá em casa! Afe! Delicia!
Paulo pediu um queijinho brie morninho, sabem? Quentinho por fora, molinho por dentro, derretendo na boca, acompanhado de uma espécie de vinagrete caramelizada, que quando você mordia ia misturando o doce com o salgado, quase pornográfico de tão bom! Peçam, meu estômago e minha lombriga recomendam.
Depois das entradinhas, eis que surge no horizonte, a visão do paraíso do colesterol: o porquinho de ramos. Uma tábua de madeira, com leitãozinho deitado em berço esplêndido, ao som do afiar das facas e à luz do vinho profundo, fulguraram batatinhas fritas estilo chips com salada verde a iluminar o Novo Mundo!! Só um hino poderia descrever aquilo!
Vitor, maitre da casa, gentilmente, corta em pedaços estrategicamente divididos, para que cada um de nós prove a gordurinha (falei que não era para ler), a carne (um pouco sem sal, ao ver de todos comensais, é verdade) que simplesmente desmanchava pelo garfo e pela boca, e, claro, a pele do leitão, que não era à pururuca, mas, sabe-se lá Deus como, era crocante e vitrificada, como se tivesse sido caramelizada. I-r-r-e-s-i-s-t-i-v-e-l. Fantástico! Palmas para o Porquinho de Ramos (de alecrim, que davam perfume e aroma ímpar à carne do bichinho). Pensem numa foca com a bola no nariz e batendo palma? Pronto, era eu comendo o leitãozinho. (Sogrão, desculpa, mas não deu pra lhe esperar). Confesso que, como jantar,  há quem possa achar pesado . Como eu estava com meu personal gastro à mesa,  nem me preocupei com os omeprazol de depois...rsss. Comi, repeti e lambi os beiços, como diria minha vó Conceição. Nota 1000 pro porquinho de ramos.
Não me mandem à Roma para não ver o Papa, né gente? Pasteizinhos de Belém de sobremesa, clarooooooooooooo! Acompanhados de uma dose de Peach Tree e um expresso bem tirado, com petit four doce no pratinho. 
Não me perguntem o preço, pois o louco do Paulo não deixou a gente sequer ver a conta!!! 
Se morresse ali, diria: 
- São Pedro, abra as portas, já sei que estou no paraíso, chama o Anthony que tenho uma nova para contar pra ele e põe uma gelada aí, pra gente papear.
Beijocas!

P.S – O porquinho varia de peso, mas serve fácil de 06 a 08 pessoas, tem de ser pedido com antecedência de 48hs, mas vale cada centavo.
P.S 2 - Vítor, minha mãe amou o doce de Figo! Obrigada!

domingo, 11 de abril de 2010

O fim da abstinência ou A Pagadora de Promessa!

Estou de volta. Estava em crise. Dalila e eu tivemos várias DR´s ate eu resolver escrever novamente. Tudo por conta da promessa do chocolate. E para evitar o divórcio com minha lombriga querida, jurei para ela que não farei mais promessas envolvendo deixar de comer o ouro negro.
Cumpri minha promessa inteirinha. 7 longuissimos e infindáveis meses sem por nem Nescau (que cheirava tal qual abstêmica de cocaína) na boca. Dalila quase morreu, mas cumpri, paguei minha dívida com Nossa Senhora. DD. Marido está bem e eu vou contar para vocês como foi o dia do fim da promessa.
Primeiro ano do meu primogênito. Café da manhã: uma caixa de Lindt bolinhas (estrategicamente tirada da geladeira por Guto - ele sabe que as bolinhas só prestam em temperatura ambiente - derretendo e explodindo na boca).
Eu, sinceramente, naquela manhã consegui entender porque tem mulher que diz que troca sexo por chocolate. P-e-r-f-e-i-t-a-m-e-n-t-e compreensível. Minhas papilas gustativas tiveram vários OMS (orgamos, multiplos e sucessivos, na definição de minha amiga Luciana).
Não sei se vocês conhecem as bolinhas da Lindt. São as Lindor, no caso a versão assorted, que são maravilhosas. Chocolate suíço, ao leite, branco ou meio amargo, que ao por na boca, simplesmente explode, delicadamente, liberando uma espécie de ganache (meio mousse, meio calda) e invade os dentes, o cérebro e dá barato legal.
Somadas à caixa do Lindor, meu sogro, que vinha para festa, me deu de presente, um ovo de páscoa, tam-nam-nam? Ferrero Rocher! Só bolinha!!!!!!
Até Nando caiu matando naquela embalagem douradinha, na forminha marrom, crocante, que faz crec-crec-crec na mordida, tem aquela ganache deliciosa de avelã e uma avelãzinha inteira dentro, que vai misturando e envolvendo a boca, os dentes, e afe Maria!
Resultado da orgia chocolatística da manhã: uma senhora enxaqueca, de ver raiozinho e tudo mais! E ainda nem tinha começado o aniversário!!!...rsssss
Que Dilma, que Marina, que Serra que nada, eu voto é em Willy Wonka para presidente!!!
Na minha Top Five do Chocolate, fica um pedido: quem for a Paris ou vir de lá, favor trazer qualquer coisa da La Maison du Chocolat (8, boulevard de la Madeleine, 75009):


OS MELHORES CHOCOLATES DA MINHA VIDA:

1) Godiva, sempre! barra, bombom, não importa. Godiva é Godiva;
2) La Maison du Chocolat - não há trufa igual na face da terra, nem lâminas de chocolate ao leite e amargo. Andando por Paris, vi a lojinha do sightandseeing bus. Numa das idas à Galerias Lafayette, um frio da zorra, barrigona de 7 meses pesando, e eu e DD. Marido fomos andando, andando, andando e lembro, como se fosse hoje, daquele tapete vermelho na porta, das caixinhas de french macaroons, dos bombons mais variados, da vontade de entrar após babar a vitrine, e do cheiro, nossa, me lembro perfeitamente de abrir aquela porta de vidro e ser abduzida por um inebriante cheiro de cacau, de chocolate em barra, nossaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Lembro, das trufas, servidas em bandeija de prata, completamente limpa, que derretiam na boca. E que me fizeram gastar os tubos, porque, obviamente, lembro, muito bem da salgadíssima conta de mais de 40 euros em uma caixinha de 6 macaroons e outra de pouco mais de 10 lâminas finas de amargo e ao leite que levei semanas para comer, e só dei duas a Dr. Sérgio, fiel leitor e aficcionado por chocolate, tal qual eu!
3) Lindt, 70 ou 85% cacau - é que nem expresso puro. Forte, vigoroso e amargo. Ame-o ou Devore-o. Fico com os dois. Fomos à Sydney em 2008, para um casamento indiano - maravilhoso, por sinal - e uma das coisas que descobri no primeiro dia de viagem, no bairro de Darling Harbour, foi uma Lindt Store. A visão do Paraíso era aquilo ali. Torres de Lindor, tortas, bombons de vários recheios. Todo dia queria ir à Darling para comer um chocolatinho diferente;
4) Kopenhaguen - Barra ao leite ou amarga, recheada com ganache; amargo com aroma de laranja, língua de gato - que meu irmão Ricardo fez o favor de me iniciar no vício, eis que sempre que viajava ao Rio ou a SP (há mais de 20 anos atras) trazia uma caixinha...rss. Nhá Benta de maracujá ou morango, e outras cositas mais.
5) Mamuschka/Abuela de Goye (Bariloche) e Ferrero Rocher - AMO chocolate com avelã (das nozes em geral, é quem, junto com as amendoas, fica melhor com chocolate), e Ferrero é delicioso! Sou capaz de comer um atrás do outro até acabar o estoque! E Mamuschka e Abuela são os melhores chocolates de Bariloche, sendo que a Abuela, graças a Deus, está à mão, no Salvador Shopping. Já a Mamuschka, tsc, tsc, tsc.. só digo uma coisa, em cinco dias em Bariloche, fui umas oito ou dez vezes lá.. prove o com frutilla...ai, ai.

Beijos!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Top Five Risoto de Camarão.

Quando olho para qualquer travessa de arroz, Dalila, fiel escudeira e lombriga particular, sempre canta aquela musiquinha do Batman (tamnamnamnamnamnam, batman), porque não tenho qualquer dúvida: ele, o arroz, é o Curinga!!! O arroz é, definitivamente, Matt Damon, em a "Identidade Bourne". Observem:
Com feijão, é básico, prosaico, até meio estilo hi-low, quando a feijoada é de grife. Com moqueca, ele é o matador, formando aquela argamassa deliciosa de encher as panças. No sushi, é japa. Com açúcar, é arroz-doce! O cara é multifacetado, além de ser poliglota, pois é chamado de Gohan, Arborio, Canaroli, Selvagem. Viajadíssimo, com passaporte carimbado do Vietnã à Ilha de Páscoa! Não tem pra ninguém, só dá ele: o arroz, de festa ou do almocinho nosso de cada dia, como aquele temperado com alho, que só a mãe da minha amiga mineira Elky faz.

Para mim, no entanto, o apogeu do arroz é o risoto. É a festa black tie do Oryza (nome oficial da gramínea). No risoto, o arroz é Bond: sedutor, glamuroso, e infiel. Só precisa de umas companhiazinhas de alho, cebola, vinho branco, manteiga e parmesão ou pecorino, e voilá! Eis um risoto matador!

Como sou fã do prato, especialmente a versão dele com meu amado camarão, fiz um Top 5 do queridinho:
1) Com tomate e pecorino, La Lupa;
2) Apimentado, Sergio Arno 33;
3) De frutos do mar, Don Papito (que não é chamado de risoto, mas é tão bom...hummmmm)
4) Com molho de tomate, La Pasta Gialla;
5) Com lula, do Carpaccio Gourmet;

O Apimentado comi semana passada, com DD. Marido, em almoço corrídissimo no 33. Guto, no 33 só come Strazopreti, um macarrão drag queen bombado, sabem? Ele queria ser nhoque, mas deu no que deu. É uma delícia, com molho de tomate e linguiçinha. E eu, fã de risoto, vi o tal Apimentado e não tive dúvidas, pedi. Genteeeeeeeeeeeeeeee! maravilhoso, arrozinho arboreo, al dente, num molhinho de tomates encorpado (daquele mancha camisa, molha pão, que derrete na boca, sabem?), com generosos camarões em tamanho plus size, tudo quente (não me sirvam risoto frio, pelo amor de Julia Child) e apimentado no ponto, nem dragão, nem mocinha. D-e-l-i-c-i-o-s-o. Valeu cad um dos 30 e tantos reais que paguei. Vale a dica.

Beijos e cheiros!