quinta-feira, 4 de março de 2010

Top Five Risoto de Camarão.

Quando olho para qualquer travessa de arroz, Dalila, fiel escudeira e lombriga particular, sempre canta aquela musiquinha do Batman (tamnamnamnamnamnam, batman), porque não tenho qualquer dúvida: ele, o arroz, é o Curinga!!! O arroz é, definitivamente, Matt Damon, em a "Identidade Bourne". Observem:
Com feijão, é básico, prosaico, até meio estilo hi-low, quando a feijoada é de grife. Com moqueca, ele é o matador, formando aquela argamassa deliciosa de encher as panças. No sushi, é japa. Com açúcar, é arroz-doce! O cara é multifacetado, além de ser poliglota, pois é chamado de Gohan, Arborio, Canaroli, Selvagem. Viajadíssimo, com passaporte carimbado do Vietnã à Ilha de Páscoa! Não tem pra ninguém, só dá ele: o arroz, de festa ou do almocinho nosso de cada dia, como aquele temperado com alho, que só a mãe da minha amiga mineira Elky faz.

Para mim, no entanto, o apogeu do arroz é o risoto. É a festa black tie do Oryza (nome oficial da gramínea). No risoto, o arroz é Bond: sedutor, glamuroso, e infiel. Só precisa de umas companhiazinhas de alho, cebola, vinho branco, manteiga e parmesão ou pecorino, e voilá! Eis um risoto matador!

Como sou fã do prato, especialmente a versão dele com meu amado camarão, fiz um Top 5 do queridinho:
1) Com tomate e pecorino, La Lupa;
2) Apimentado, Sergio Arno 33;
3) De frutos do mar, Don Papito (que não é chamado de risoto, mas é tão bom...hummmmm)
4) Com molho de tomate, La Pasta Gialla;
5) Com lula, do Carpaccio Gourmet;

O Apimentado comi semana passada, com DD. Marido, em almoço corrídissimo no 33. Guto, no 33 só come Strazopreti, um macarrão drag queen bombado, sabem? Ele queria ser nhoque, mas deu no que deu. É uma delícia, com molho de tomate e linguiçinha. E eu, fã de risoto, vi o tal Apimentado e não tive dúvidas, pedi. Genteeeeeeeeeeeeeeee! maravilhoso, arrozinho arboreo, al dente, num molhinho de tomates encorpado (daquele mancha camisa, molha pão, que derrete na boca, sabem?), com generosos camarões em tamanho plus size, tudo quente (não me sirvam risoto frio, pelo amor de Julia Child) e apimentado no ponto, nem dragão, nem mocinha. D-e-l-i-c-i-o-s-o. Valeu cad um dos 30 e tantos reais que paguei. Vale a dica.

Beijos e cheiros!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A flor do jardim do Barra

Verde maçã para mim é cor de detergente de pia e bala Lillith, logo, todas as vezes que passei pelo Jardim Gourmet no 1º piso do Shopping Barra não me inspirei a comer nada. Confesso que o layout do lugar é bonitinho, mas, não sei porquê, não despertou em nada meu apetite (dizem que comida está associada ao vermelho e ao amarelo, vai que é verdade? sei lá).
Porém, não seria a imagem do frasco do Ypê Limão na minha frente que impediria o desbravar daquela trincheira de banquinhos brancos rodeada de florzinhas artificiais. Ainda mais depois que eu vi a indicação do lugar no Guia do Ócio (www.guidadocio.com.br).
Como meu  Motocubo, celular novinho, lindinho, que nem acabei de pagar, foi roubado no Ensaio Geral - festa particular, cara, e com PM´s, sim Policia Militar (pública, gratuita e paga por seu imposto), fazendo segurança, frise-se - e eu tinha de ir resgatar meu chip na Oi do Barra, eu, maridão e filhote acabamos almoçando ali em frente, ou seja, no Jardim Gourmet.
Sou apaixonada por ilhas de comidas pelos shoppings, são mais bacanas, tranquilas e longe do fedor de fritura, como bem disse o Guia do Ocio. E acabei me apaixonando pelo Jardim Gourmet.
Os banquinhos de madeira branca são confortáveis, o atendimento é rápido, eficaz e não inclui os 10% na conta (tem de pagar por fora mesmo, nem no cartão põe). E a comida... ahhhh a comida! Para os naturebas, lights e eternos vigilantes da balança como eu, melhor lugar não há. O cardápio é mais para o light do que para o engordation, porém não tem nada de insosso. Ao contrário, é delicioso.
Guto pediu uma lasanha de vegetais e eu um ravioli de camarão com molho de shitake e shimeji. Olha, a lasanha do DD. Marido estava divina (Nando comeu várias colheradas, inclusive). Massa branca, porém leve, muzzarela no ponto, molho branco também levíssimo, e um recheio de vários verdinhos ralados e delicadamente refogados (provavelmente em um pouco de manteiga e azeite de oliva). M-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a! E olhe que eu não tenho sangue marciano, como vocês sabem, não sou chegada em verdinhos. Dou a mão, o braço e o bumbum à palmatória!! Os vegetais derretiam na boca, misturados com o molinho, o queijo e a massa.... hummmmmmmm. Ah! a porção não é minúscula não, viu? Serve bem e mata a fome!
Meu ravioli, nem se fala. Massa da casa, fina, leve, recheada com camarõeszinhos macios, e o molho (pouco encorpado, é verdade) com shitake e shimeji (para os de dieta, esses dois cogumelos não tem caloria alguma, minha nutricionista libera um prato imenso deles) bem refogadinhos e igualmente derretendo na boca.
Melhor de tudo: a conta!! A lasanha custa R$14,90!!! super em conta! E o ravioli não chega a R$ 20 se não me falhe a memória. Pena que Nando tava com sono! As opções de sobremesa estavam tentadoras.. vou ter de voltar lá...rsss
bjos a todos! bom carnaval!!!!!!!!!!!!!

Risoto besa me mucho

Any given sunday desses, eu e DD. Marido fomos pegar um cineminha e almoçar - contando com as bençãos da vovó Luiza, que ficou com Nandão - o que, nessa cidade ovinho de codorna, só tem um lugar para conciliar os dois: o bendito Salvador Shopping, que às vezes acho é igual ao chapéu de Erik, da Caverna do Dragão: Deus sabe o que sairá daquela cartola.
No espírito comelístico-aventureiro de sempre, fomos andando pelos restaurantes, andando, até que o Carpaccio Gourmet psicou para mim. Eu juro.
Demos uma olhadinha no menu - desses tipo celular pré pago, sabem: carne + batata noisete + risoto + molho, sabem?? Império dos Carboidratos, sim porque desafio quem, com fome, equilibre aquelas delícias com folhinhas e verdinhos.. du-vi-do.
Enfim, estava em meus dias de Pedrita, ou seja, doida para lascar uma carninha na boca, sem maiores preocupações. E assim pedi um medalhão de filé, com molho poivre, batatinhas noisete (oh fritura gostosa aquela) e sei lá mais o quê. E DD. Marido pediu picanha e afins. Tudo certo, Dalila apreciando os pratos alheios, e lá vou eu sentar e garantir uma mesinha.
Aí, um grupo de arroz arbório do prato ao lado começou a cantar: besa me, besa me mucho.. como se fuera esta noche la ultima vez... eu olhei pro risoto da vizinha, ele olhou para mim, e foi amor a primeira cheirada.
Então, comecei a acenar para o maridão que tinha acabado de pagar o pedido e depois de muita mímica, ele pediu ao pessoal do restaurante para trocar a carninha para um risoto de camarão e lula, claro!
Oh, gente, gratíssima surpresaaaaaaaaaa! Para um fast food, o risoto estava delicioso! Molhadinho, com camarões médios e anéis de lula (ambos macios e nada chiclete), num molho de tomates categoria Dreher (descendo macio e reanimando!). Ah, claro que provei a picanha que Guto pediu, né gente? precisa perguntar se macaco quer banana?? Olha, super macia, temperada, gostosinha mesmo.
Pontos para o Carpaccio Gourmet, primeiro porque o pessoal não poupou esforço para trocar o prato, mesmo depois de pago (inclusive Guto me disse depois que a gerente ainda falou pra caixa que depois veria como fazer com o cumpom fiscal, mas que trocasse sim, bom né???).
Fui ver o filminho cantando besa me besa mucho...rssss
bjos

Dalila informa

Gente,
Ao contrário do que fui informada, não tem duas lojas da Amor aos Pedaços na Soteropolis!! A da Vila Laura é "genérica" da marca que, oficialmente, abre a primeira loja no Salvador Shopping por esses dias.
Fonte segura me disse que rola maior briga judicial por conta do "enrolation" aos baianos...rssss
Bjão

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A comida mara do Da Mara

Qual a melhor coisa de viajar? Conhecer coisas novas e, claro, comidas novas! E não é só Paris que tem seus encantos, tá? Eu e Dalila cavucamos coisas mil em any road trip. Por exemplo, em Feira de Santana, somos fãs do pão de alho de uma deli no final da Avenida Getulio Vargas, de comer dirigindo, sim, porque não esperamos a BR324 acabar para devorá-los.
Quando minha m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a cliente Maria de las Mercedes, espanhola de fé, raiz e fogo nas ventas - que me prometeu o melhor callos fora da Espanha - disse me que teríamos uma audiência em Valença, numa sexta-feira, só pensei em uma coisa: frutos do mar, aí vou eu!
Me lembro que meu cumpadre Lucas me ligou um dia pra pedir indicação de um restaurante em Valença, e eu não conhecendo, liguei para meu irmão caxeiro viajante, Carlindo, e ele, na tampa:  "Da Mara, sem erro, comida beleza, Fabi". Passei a indicação para Lucas e ali começaram as sessões de torturas, porque o danado - inda a Valença várias vezes - só me ligava para dizer "tô comendo moqueca de polvo"; "tô comendo mariscada" e sempre falando que o Da Mara era realmente mara... maravilhoso.
Eu, Mercedes e Zé, nosso motorista, chegamos as 15hs no lugar - simplérrimo - tremendo de fome, depois de nossa audiência.
Bom, vamos ao que interessa: o rango!!
1) Entradas
Casquinha de siri, beleza, todo mundo conhece. Casquinha de caranguejo, em Salvador, é igual a cabeça de bacalhau, todo mundo sabe que existe, mas ninguém nunca viu. E Casquinha de Polvo???? Gente!!! Pedimos uma de caraguejo e outra de polvo. A do crustáceo, quando eu comi, parecia que cantava para Dalila: "Chegou, chegou, tá na hora da alegria!"... era o Bozo em pessoa!!! Uma festa!! O que era aquilo??? Pedaços de carne de caranguejo, grelhados, com gostinho de grelha, sabem?? misturados em pedaços de tomate, cebola, temperos verdes, refogados juntos, no ponto! Com uma farofa r-e-c-h-e-a-d-a de cebolas douradas picadas por Jack, o estripador, e com um molho lambão daqueles!! Ai, a boca encheu d´água de novo.
E a de polvo?? PQP Futebol Clube!!!! o polvinho lindo, rosado, parecia saído de um SPA de amaciante de tão molinho que tava, nem um pouco chiclete, num refogadinho quentinho de temperos picados, cacetada! Delicioso. Nota 10, com estrelinha dourada!
2) Prato Principal
Lucas tinha falado tanto, de tantas moquecas, que acabamos pedindo Mariscada, na vã esperança de provar de tudo um pouco. Dalila, a esta altura, já estava imitando Mariene de Castro, cantando pros bichinhos "Diga a mãe que eu cheguei...". Uma senhora mariscada, que serve quatro pessoas tranquilamente, com peixe, ostra, sururu, siri catado, camarão, polvo, enfim, do mar só não tinha ouriço, petróleo e pedra, porque o resto tinha, e tava delicioso. E a alegria da pobre lombriga só aumentava! As guarniçoes de lá são de comer rezando pra não acabar: banana da terra cozida com temperos de moqueca e dendê -  diferente e genial - um pirão traveco, que é pirão no nome, mas vatapá no sabor e a tal da farofinha de cebolas Jackianamente douradas e crocantinhas, naquela farinha da região de Nazaré, fininhaaaaaaaaaa. Nota 10 com louvor!
Afe, comi de lamber os beiços, guardar na quentinha e querer uma rede depois!!! E Mara, do alto da sua simpatia, só pedia desculpa por não ter sobremesa e pela reforma em um dos banheiros, oh, Mara, esquece... tomamos um cafézinho e seguimos viagem, eu e Mercedes, a esta altura, já pensávamos que mais uma audiência no processo, marcada para março, terá lá suas compensações. Dalila me fez prometer pedir a moqueca de pitú na próxima. E pensar que tem gente que não gosta do caminho da roça...
Em Valença, indo pra Morro, de passagem para Camamu, Itacaré, Ilheus, enfim, no baixo Sul, pare e coma no Restaurante Da Mara... vale cada centavo dos R$ 77 (para três) pagos.
Cheiro de dendê para todos...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Dalila Bourdain em mais uma aventura.

Eu e Dalila somos fãs de Anthony Bourdain, aquele chefe-apresentador do Discovery Travel & Living. O cara adora fritura - especialmente coisas derivadas de porquinhos - cerveja (alcool de maneira em geral, mas especialmente as loiras), e comidas do tipo "entope veias". E o melhor de tudo, é m-a-g-e-r-r-í-m-o!!! Vai entender o mundo.
Enfim, Dalila por achar que descende diretamente do Bourdain, não pode ouvir falar em aventura, novidade e comida (não necessariamente nessa ordem) que já se ouriça e me obriga a levá-la para comer.
Assim, quando Lize, minha sobrinha mini me, falou que ia sair para comer um "Cremosinho", colocou Dalila em estado de alerta para saber do que se tratava tal especialidade.
Se como eu você achou que Cremosinho seria alguma versão hypada de mingau de aveia, ou um Açaí turbinado, tsc, tsc, tsc... se enganou, meu caro Watson. O dito prato é um dos carros chefes do Boteco da Graça, um barzinho, como diriam minhas amigas mineiras, "copo sujo", ali na subida da Faculdade de Direito da UFBA, na Graça.
Na última sexta-feira, fomos eu, DD. Marido, e os companheiros de PVEE (Partido da Viagem Econômica Européia, para aqueles que moram em marte ou novos leitores do Dicas): Fau e Marquinhoas; Déia e Fonsão. Sob a nobre desculpa de ajudarmos a companheira Andreia a relaxar para a prova da OAB, bebemos estupendas Devassas e Nobel geladas e conhecemos o dito boteco.
O lugar é de uma simplicidade tibetana, na verdade é uma sombra de árvore, do outro lado da rua, à beira de um barranco (aliás, sugiro sentar mais perto da rua, para os que costumam "carcar o dente", pois fica mais fácil estender a mão e chamar o taxi, e corre-se menos risco de, literalmente, descambar morro abaixo), sem qualquer confortozinho, a começar pelas famigeradas cadeirinhas de madeira de abrir e fechar... não duvide, sua bunda sairá de lá cantando: "vesti uma camisa listrada e saí por aí".
Bom, como tudo vale a pena, quando o estômago não é pequeno. Aguente firme na cadeirinha e peça o tal do Cremosinho. Gente, há muito, muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante, não comia um petisco de boteco tão gostoso! Trata-se de uma fusão do escondidinho com arrumadinho, ou seja, pedaçaos acebolados de fumeiro e carne do sol (pedimos a versão mista), com um vinagrete de tomate, cobertos por um purê de aimpim com requeijão cremoso, bem molinho - eis o porquê do nome - em uma travessa de fazer a inveja da mesa do lado. Como petisco, comem de 4 a 6 pessoas. Como prato, de 2 a 3. Delicioso. Adoramos!
Dalila, não satisfeita em provar a novidade, ficou doida quando leu "sarapatel" no menu. É claro que pedimos!! Eu e Flávia, que vinhamos da mini porção do Dona Mariquita, achamos o apoio de Andréia, e caímos, com pimenta e farinha, matando no bendito sarapa - que no Boteco ainda se apresenta nas versões carneiro e avestruz (não pedimos esse para não começar o ano enterrando a cabeça por aí, pé de pato, mangalô três vezes!). Muito bommmmmmmmmm.
Não satisfeitos em garantir as Sinvastatinas dos próximos anos - para limar o colesterol ali ingerido -  Fau, grávidissima de Maria Eduarda, sentiu o cheiro de batatas fritas e lá fomos nós provar as do local, que foram aprovadas, pois clássico que é clássico vem quente, crocante por fora e molinha por dentro, e Dudinha não nasceria com cara de fritas por nossa causa, oras!.
O preço foi o melhor de tudo! Com bebidas (8 refris, 5 Devassas e umas 3 ou 4 Nobel) pagamos R$ 33,00 o casal!! Viva a economia! Nota 10,00 pra comida e localização (do lado de casa, pô!), 8 pro serviço (casa cheia, demorou um pouco, apesar da simpatia dos garçons); e 5 para as cadeirinhas cdf.
Dalila Bourdain saiu rindo de alegria que nem seu ascedente quando come uma carninha de porco....

E viva o Outback.

Toda vez que eu ia ao Outback olhava a foto dos hambugers no cardápio e queria pedir, mas a costelinha e os filés sempre ganhavam no jogo do quem enche mais minhas papilas gustativas de baba.
Porém, no domingão estava com vontade de comer sanduba, mas não qualquer sanduba, queria um de respeito, que desse moral, e não tivesse sabor de isopor temperado. Então, lá fomos ao Outback ver qual era de mesmo dos pães sarados de lá.
Para quem conhece o Joe & Leo´s do Rio, o estilo é aquele: uma ilha sandubão gigante, cercado de fritas por todos os lados. Um dia aquilo sonhou em ser lanche, mas cresceu demais e virou refeição. É enorme! Eu não aguentei comer tudo. E é, sim, delicioso, primeiro porque não é carne de hamburguer uniformizada, é temperada e varia de um tipo pro outro; segundo porque os molhos e ingredientes também variam, e dão um toque especial. Eu pedi o Flame burguer e DD. Marido pediu o The Outbacker. Completamente diferente o sabor. O meu, mais para carne de churrasco, com molhinho BBQ apimentado e cebolas; o de Gutão mais para cheeseburguer mesmo, mais tradicional, meio caseiro. Muito bons!! Para quem não admite pagar mais de 10 pila num pedaço de pão, caia fora. Cada um custa R$ 23 e fração. O lado econômico da coisa, foram os pedidos kids de D. Luiza e João Pedro, que comeram Chicken Fngers ao custo de R$ 15,00 cada, valendo cada centavo (pedaços deliciosos de peito de frango, Bourdaniamente empanados e crocantes, com molho de mostarda e mel, o de JP com fritas e o de Mammys com Golden Homemade Potatoes, para mim, a melhor batata da casa). JP ainda provou um milk shake de chocolate que estava lindo aos meus olhos, delicioso no desejo de Dalila, açucarado para minha mãe, e proibidos a minha promessa... é a vida, que se há de fazer? voltar lá quando pagar a promessa...risos.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Soterogourmetizando por aí...

Dalila está de mal comigo. Desde que fiz a promessa de só voltar a comer chocolate no aniversário de Nando (coisa de sete meses sem o petróleo do cacau), a lombriga está revoltada! Disse-me que não tem nada a ver com isso, que a caixa de Lindt na geladeira está sacaneando ela, enfim, está me azucrinando. Para piorar a situação, ela ouviu a minha conversa com Dr. Sérgio - fiel leitor, colega de trabalho e eventual fornecedor de alfajores - sobre a abertura de uma Abuela Goye no Salvador Shopping. A casa caiu.
Primeiro, porque, de fato, abriu uma filial da Abuela sim, ou seja, aqueles maravilhosos chocolates, geléias (experimente a de frutas silvestres) e alfajores de Bariloche vieram tentar nossos paladares, olfatos, bolsos e dietas... ai ai. Ao entrar na loja, quase tenho um piripaque.. se fossem os da Mamuschka acho que tinha saido correndo gritando por socorro. Quem nunca teve a oportunidade de conhecer Bariloche, vá. Seja pela neve, pela beleza do Nahuel Huapi, pela arquitetura, seja pelo chocolate. Quem já conhece, vá ao Salvador,  compe umas caixinhas e coma por nós!!!!
Se fossem só os Chocolates da Abuela, beleza, mas hoje a lombriga descobriu que no primeiro andar do dito shopping abrirá a segunda filial da Amor aos Pedaços aqui (a primeira fica na Vila Laura e pouquissima gente sabe que existe). Golpe de misericórdia! A bicha endoidou e passou o dia a me pedir doceeeeeeeeeeeeeeeee, na verdade a me pedir chocolate da Abuela e o Pavê de Nozes da Amor aos Pedaços. Oh lombriga difícil, tcham!
Para amenizar a situação da bichinha, passei no McDonalds e comprei o novo sundae de banana camarelada. Afeeeeee, uma delícia. Comprei esperando uma montanha de açúcar e aquele gosto de banana industrializada, mas, gratissima surpresa, a combinação sorvete de baunilha, amendoim e calda de banana ficou sensacional para algo que custa R$ 3,00 e se compra no carro. Muito bom mesmo!
Dalila fez bico, mas desamuou o cara.. vai entender o que se passa na cabeça dessa lombriga...

Desagravo de um bolo ciumento.

Após a minha expressa declaração de amor ao pão, o bolo ficou revoltado! Achou injusto que ele, irmão do pão - ambos são filhos da Dona Farinha de Trigo - não tivesse o mesmo tratamento. Ele sempre foi ciumento. Em verdade, o bolo tem problemas de auto afirmação, especialmente quando põem sua masculinidade em questão. Quando é de chocolate, aimpim e milho, não tem dúvida, é cabra macho sim senhor. O problema começa quando dizem que ele é de baunilha, morango, maracujá, e banana.. tudo fruta. Aí o bicho pega. Para complicar, ele se ofende quando colocam qualquer recheiozinho, qualquer coberturinha, e chamam de torta! Mate o homem, mas não troque o nome! E ainda por cima torta, como se ele, bolo, fosse errado, defeituoso, e não é! Todos sabemos que ele, o bolo, é masculino. O problema de auto afirmação só passa quando vira o centro das atenções, ou seja, quando chamado em casamentos, aniversários, bodas, enfim, aí ele rouba a cena, porque todo mundo quer vê-lo, quer conhecê-lo, até foto querem tirar... é uma alma dificil, eu sei, mas sou fã do cara. Não saio de festa sem comê-lo.
O pior de tudo é que esse escarceu todo não tem razão de ser, porque o bolo sabe que passei toda a gravidez de Luís Fernando ao lado dele! Sempre! Ele e café, ele e café, não tinha para ninguém, eu, ele e café sempre saíamos juntos. Dona Luiza, tadinha, minha mãe, sofreu fazendo assadeiras e mais assadeiras do seu famoso bolo de goiabada com ameixa, só para eu tomar no famigerado café das 17h! Até apresentá-lo ao pessoal do escritório apresentei, levando um Tupperware cheio de fatias do famoso bolo de minha mãe.
Bolo, cara, te adoro também! Não seja assim tão ciumento, meu rei! A vida passa, o café passa, e o que sobra? migalhas, bolo.. não façamos do nosso relacionamento meras migalhas, mas sim fatias inteiras de felicidade! Gosto muitíssimo de ti, viu? não esqueça não. Deus é testemunha que às 17h só penso em você, seja na versão goiabada com ameixa de D. Luiza (receita abaixo, em sua homenagem!); seja o de laranja, da doceria Dona Xícara, na Afonso Celso; seja um pedaço do molhadinho de banana, do crocante tapioca ou molinho de aimpim, todos da DeliCia, na Graça. Fique assim não, Fabi e Dalila te amam.

BOLO DE GOIABADA COM AMEIXA DE DONA LUIZA

Ingredientes:

4 ovos
1 e 1/2 xícara de açúcar
3 xícaras de farinha de trigo com fermento
2 colheres (sopa) de manteiga
1 garrafa de leite de coco pequena ou 1 copo de leite
200g de ameixa seca e
200g de goiabada

Modo de fazer
Derreta a goiaba com meia xícara agua até a consistência de geléia, podendo ficar alguns pedacinhos inteiros. Reserve. Pegue a ameixa seca, sem caroço, e leve ao fogo com 1 xícara de água, deixando ferver para ficar no ponto de geléia. Reserve também, deixando ambos esfriarem.
Separe as gemas das claras. Bata as claras em ponto de neve e separe. Depois, bata as gemas com açúcar misturando bem. Junte a manteiga até obter um creme amarelo claro. Acrescente a farinha de trigo, o leite e por último as claras batidas em neve, misturando delicadamente. Incoporada as claras, é hora de misturar as geléias. Despeje a mistura em uma forma untada e polvilhada. Asse por uns 40 minutos em forno médio, pré aquecido, ou até que, espetando um palito, esse saia limpo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O pão meu de cada dia.

Não sei viver sem pão. Ponto final, fim da estória, the end, finito!
Descubri isso aos quatro anos de idade, quando meu pai - seu Costa também era viciado num pãozinho - dava a minha mãe, toda a tarde, um dinheirinho para comprar meu lanche. E lá íamos, D. Luiza e eu, à Portinha, onde, sentada no balcão, comia um pão delícia e um suquinho de maracujá (que ainda é meu suco favorito). Aliás, pão delícia, depois do acarajé, é a segunda maravilha baiana. E não tem jeito, ali começou o amor pelos pães.
Nem pense em me dizer que bolacha água e sal ou cream cracker dá no mesmo, é uma heresia! (além de um engodo calórico, eis que quatro magrelas e um cacetinho são as mesmissimas gramas na balança). Abro mão de tudo numa dieta, menos pão. Um integralzinho que seja tem de existir.
Oh gente, cá pra nós, tem coisa melhor que pãozinho francês, nosso cacetinho, quente com manteiga (sim, manteiga, Aviação, Presidént, Regina.. da boa! nem me fale em margarina) derretendo?
Já sei, já sei, tá de dieta?? Certo, certo, um integralzinho esquentado na torradeira com geléia diet.. ohhhhhhhhhhh delicia!
O pão, enfim, é o Antonio Bandeiras da mesa.. o George Clooney do café da manhã. Ele sempre vai lhe sorrir de canto de boca, lançar aquele olhar meio de lado, já saindo, indo embora, louco por você, e dizer: te quiero! Na verdade é o contrário, você é quem vai entender "me coma", mas é tudo sedução mesmo.
Viciada em pães, nas dietas, passava a ver o cacetinho quase como um drug dealer, meio sorumbático, como diria minha amiga Lú, e o olhar 43 tava mais para o de vendedor de cocaína falando: "quer curtir um barato não? Francês do bom, 50g, tou quentinho, e com manteiga, baby, você vai ao céu.."
Pior que a família toda do dito cujo é assim, sedutora, porque amido é uma miséria! Começa a dar barato já na boca! Então croissant, delícia, mineiro, brioche, de forma, fatia ou leite, de milho é tudo do mesmo saco da farinha de trigo!!
Depois de Paris, desisti de procurar croissants decentes na soterpólis, porque só tem dois que se salvam: por incrível que pareça o do McDonalds, no McCafé; e o do Fran´s.. e mesmo assim com ressalvas. Já os cacetinhos, na guerra do meu bairro (Perini x Deli&Cia), fico com a segunda, porém a megastore espanhola ganha no fatia e na ciabata. Os da categoria delícia são melhores na Pãozinho do Céu, especialmente o recheado com peito de perú (que a Belle´s também serve divinamente). Brioches, brioches mesmo, esqueça! Para enganar, DeliCia de novo. Forma: Wickbold e mineiro: só os da minha sogrona, que, snif, snif, eu tenho que racionar as porções do estoque do freezer.
Ai, ai, pão é pão, o resto é bolachinha...Pão, adoro você!